Conselho da Paz de Trump pode dar certo? O Brasil deve participar? Ouça análise de especialista

Entrevistas Jornal Eldorado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou ontem o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e reuniu líderes e chanceleres de 19 países, nem todos democracias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para integrar o grupo, mas ainda não respondeu. Trump não deu detalhes sobre a estrutura e o funcionamento da iniciativa, mas afirmou que o grupo “trabalhará com outros atores”, entre eles a Organização das Nações Unidas.
Em outras ocasiões, o presidente americano disse que o Conselho da Paz poderia substituir a ONU. A iniciativa terá a Faixa de Gaza como foco inicial, mas deverá estender a atuação para outras áreas do mundo, Trump.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais da ESPM São Paulo, disse que ainda não está claro como o Conselho vai funcionar. “Me parece ser mais uma daquelas ideias mirabolantes do presidente Donald Trump de tentar enfraquecer o sistema multilateral das Nações Unidas”, afirmou. Sobre o convite ao governo brasileiro, Uebel avalia como acertada a postura de não recusar imediatamente e pensa que o País deveria apresentar uma contraproposta a Trump em razão do momento de reaproximação com os Estados Unidos. “A diplomacia brasileira, muito corretamente nesse aspecto, tem optado por ganhar tempo”, ressaltou.
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