Petróleo recua, mas incerteza continua: “Depende da duração da guerra”, diz Adriano Pires

Entrevistas Jornal Eldorado
Pressionado pela disparada das cotações do petróleo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. A declaração contrasta com a previsão feita pelo líder americano no início da semana passada, de que o conflito duraria “quatro ou cinco semanas”. Com a mudança no discurso, os preços do petróleo, que chegaram a encostar ontem na faixa de US$ 120 por barril, recuaram para cerca de US$ 90 por barril.
Hoje, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que cabe ao Irã determinar o fim do conflito e disse que o país “está de pé contra as agressões dos Estados Unidos e de Israel”. No 11º dia da guerra, o Irã lançou ataques contra a Arábia Saudita, o Kuwait, o Bahrein e os Emirados Árabes. No dia 27 de fevereiro, véspera do início do conflito, o petróleo estava na faixa dos US$ 70.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, especialista em petróleo, disse que a situação ainda é volátil e a acomodação dos preços também depende de danos que podem ocorrer nas estruturas de óleo e gás no Oriente Médio. “O que vai determinar o preço é a duração da guerra”, avaliou. Para Pires, a Petrobras já deveria ter agido para corrigir defasagens nos preços da gasolina e do diesel, mas há implicações em razão de impactos inflacionários em ano eleitoral.
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