Priscilla Feniks

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Só a Gente Sabe

Composição: Priscilla Feniks

Só a gente sabe o quanto a vida é curta Só a gente sabe o que acontece aqui na rua É injetado sonho e pesadelo É injetado amor e desespero O que vou fazer? Se não acredito Se sou difícil, não me entendo direito aí tio Eu vou correndo sempre Seja o que for eu sinto, você sabe que eu digo, hey Seja o que precisa ser cada um tem sua história Não deixe amanhecer, sô fraco de memória Seja o que precisa ser cada um tem sua história Não deixe amanhecer, sô fraco de memória Só a gente sabe o quanto a vida é curta Só a gente sabe o que acontece aqui na rua É injetado sonho e pesadelo É injetado amor e desespero Eu to na rua, curtindo um som E alguém confunde alegria com um carro bom Não, a gente sabe que o mundo quebra as pernas Sentimento comandado pela mente ferra Se é racional, se é tribal Se é mandinga, reza, eu tô natural Todas as culturas numa só moral Soma de jeito, óia o Jão, paga pau Quem passou, passou, quem rodou, rodou Quem suou, suou, quem amou, amou... Amou Só a gente sabe o quanto a vida é curta Só a gente sabe o que acontece aqui na rua É injetado sonho e pesadelo É injetado amor e desespero Aquele acidente trouxe coisas novas Como esquecer tantos quilômetros por horas Passam, sinto, sei, ôh Antes o que você não via agora vê dor É só B.Ó., É só chacina Corpo adoece toda vez que uma criança grita 2Pac, Marvin Gaye, Al Green Embalando o som da meia noite antes do fim Sim, como um tsunami de verdade Nada de bom é criado da sociedade Mas aí, da minha infância nem me lembro Todo dia pra mim é 11 de setembro Quem passou, passou, quem rodou, rodou Quem suou, suou, quem amou, amou É claro que nunca terei escudo e as armas de Jorge Nunca terei como bombardiá o dragão da sorte, tão cedo Eu não sou santo, não, nem um guerreiro agora Cadê os herói? Já foram embora? É assim mesmo E se marcá nós tá comendo bola o dia inteiro Em Porto Alegre o sol rasgando o soul funk antigo Eu minto, brinco, dizendo que o mundo é lindo Espetacular, o jogo é nosso tipo pá, mas Eu sinto, o que importa é o sentido, um amigo Estupidamente gelada por favor O calor, a polar, how Brooklyn soul vou demorou O flow, não é demais, goela erra Se a estrela é show, borá voar entre elas Hoje sou feliz, se errei muito bem feito Sei que aprendi, nunca fui perfeito A rua ensinou a ser o que sou mais cedo Não pensem por mim, não sabe a metade direito Todas as histórias que você me conta Todas as histórias que eu vivo e você me afronta Nós somos mesmo frágil se chega a morte Não existe passado futuro, nem mesmo sorte Sofrimento ou objetivo Quem sabe o que nós quer da rua, vix mais um livro Um segundo, ó só, um segundo para uma vida Ou você vai ou você fica Eles não sonham, falam pelas costa, zica Ou você vai ou você fica Seja o que precisa ser cada um tem sua história Não deixe amanhecer, sô fraco de memória Seja o que precisa ser cada um tem sua história Não deixe amanhecer, sô fraco de memória Só a gente sabe o quanto a vida é curta Só a gente sabe o que acontece aqui na rua É injetado sonho e pesadelo É injetado amor

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OuvintesCristian BSouza e outros 1.482 ouvintes
Fã-clubeDJ chagas e outros 65 fãs

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Dj NielyDJ
E-BeilliBaixo, Backing Vocal

Release

Priscilla Feniks é cantora e compositora que versa a visão feminina das ruas explorando diferentes flows e melodias. A artista, que se considera uma fênix – pássaro da mitologia egípcia que ressurge das cinzas – por sobreviver a diversas situações nas cidades onde já residiu, lançou seu primeiro álbum em 2013, intitulado Só a Gente Sabe.

Gaúcha, seu trabalho é influenciado pela sua militância social e política, sendo que atualmente integra a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. Iniciou seu envolvimento com a Cultura Hip Hop através da dança em 2001, e no ano seguinte começou a escrever raps e experimentar produções caseiras.

Seja nos palcos ou na rua, já se apresentou em diversas cidades como: Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Bauru, Santos, Ribeirão Preto, São José dos Campos e São Carlos. Foram eventos como a Feira Preta, Virada Cultural SP, Bienal de São Paulo, Semana de Hip Hop de Bauru, FLICT – Feira Literária da Cidade Tiradentes, Estéticas das Periferias, Mês da Cultura Hip Hop SP, Fórum Social Mundial; em espaços como o Teatro Rival, Sesc Consolação, Casa das Caldeiras, MASP, Galeria Olido, Biblioteca São Paulo e Fundação Casa. Em seus shows, divide o palco com a DJ Niely ou com sua gig formada por baixo, teclado, guitarra, percussão e batera.

O álbum Só a Gente Sabe possui a assinatura do produtor musical E-Beilli (ex-integrante do grupo Apocalipse 16) e participações de Nanny Soul e do californiano Yoreb Kuba. O destaque fica por conta da faixa que dá nome ao álbum, com repercussão após o lançamento de seu videoclipe, com direção e roteiro de Zion Malik. O ‘filme’ foi destaque em várias mídias como R7, Geledés, Bocada Forte, RND e Zona Suburbana.

Para além da música, Priscilla Feniks se expressa de diversas formas. Já estreou duas peças teatrais com a Cia. do Retiro dos Artistas, sob a direção de Cico Caseira; e fundou o Baile Soul Brasil, baile de rua que de 2008 a 2010 era o ponto de encontro de coletivos na Rua 24 de maio – centro de São Paulo. Atualmente é apresentadora do Programa Conectad@s, quadro musical que destaca o trabalho artístico de cantoras brasileiras no Centro Cultural São Paulo.

“Só a Gente Sabe”, primeiro álbum solo de Feniks, traz visão feminina das ruas

Formada de nove canções compostas por Feniks, o CD passeia por estilos como o rap, o samba-soul e o reggae; uma forma de resgatar todas as influências da artista. “Só a Gente Sabe” reúne um talentoso time de parceiros e amigos da cantora. A produção musical tem assinatura de E-Beilli (ex-integrante do Apocalipse 16), produção da SoulBrasilCultura e participações como as da cantora Nanny Soul (Banda Altas Horas, que canta ao lado de Feniks a faixa “Deixa passar”), o rapper norte-americano Yoreb Kuba (na faixa inédita “Estrumbo”) e do próprio E-Beilli (faixa “Mansão do Gueto”). “A ideia geral deste trabalho é mostrar um pouco do universo (ou olhar) feminino da rua e da cultura urbana, porque lugar de mulher também é na rua: nas rodas de break, no grafite, nas rodas de improviso”, explica Feniks, que, assim como outras mulheres do rap, teve seus percalços para chegar onde chegou.

De faixa a faixa, percebemos a experiência cultural colhida em cada lugar que a cantora viveu, como Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Histórias de culturas transformadas em letra de música, em harmonia musical. O clima das baladas paulistanas marcam presença nas músicas do disco, como a inédita “Amigos & Estranhos”, que fala de situações inusitadas e gente de todo o tipo, algo que é cara de São Paulo. Já a letra de “Só a Gente Sabe” tem esse gosto de rua, de cultura urbana. Sensações múltiplas, lugares múltiplos. Um reconhecido DJ do rap nacional disse certa vez para Feniks que as músicas deste álbum pareciam um trem descarrilado, porque os sons vinham em diversas intensidades, sem lógica, de uma forma interessante, principalmente na faixa que dá título ao álbum. E Feniks completa o pensamento: “Não é para ter lógica, porque meu rap é como a rua: sem lógica. A rua me ensinou a ser o que sou mais cedo. Só a gente sabe....”.

www.priscillafeniks.com.br

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