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QI

Cidade/EstadoRecanto das Emas / DF
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Xadrez Verde E Amarelo Part. Aborígine E Anne Baylor

Composição: QI, Aborígine, Anne Baylor

Desigualdade causticante, fere o peito preto desse pobre errante Mesmo pequeno tem que ser gigante É no gueto onde se vive cotidiano agonizante Desconforto plural, entrar na fila como igual A gente sabe a descrença, mal querença Indiferença, ser o trajado cultura reincidência Contra a elite racista, formação de quadrilha Lutar pela perifa é mais que vestir camisa É revanche, contra a pena de morte pra gestante Útero de mulher negra não fabrica traficante Desativam o C.A.J.E, limparam o quintal de casa Pra torturar moleque em unidade descentralizada Quem tá na cracolândia, definhando, passando fome Não tem recuperação por que não tem Linhares no sobrenome Mão da criança sangra, após corte da linha Mas não pelo cerol em pleno sol soltando pipa Infância violada, pondo etiqueta em camiseta Da fábrica clandestina para a vitrina burguesa Círculo vicioso. Linha de sangue na quebrada Eu vejo as Hollyster e Coolcat alvejadas Apenas nós que sangra, apenas nós que sofre Somos o alvo de quem lucra com a indústria da morte Se for preciso atirar pros vivos parar de vegetar Ver que o tráfico é nota de corte pra nós no vestibular Lá fecham o eixão pra rolê de Tiffany no domingo Aqui sala do DP pra nós assumir o homicídio Se as mira à lazer do gueto tivesse na testa da playboyzada Com certeza não chegaria tanto armamento na quebrada Se o gueto não se aliar terrorismo vai continuar Assassino vai trocar viatura pela cadeira parlamentar Desigualdade causticante, fere o peito preto desse pobre errante Mesmo pequeno tem que ser gigante É no gueto onde se vive cotidiano agonizante Desconforto plural, entrar na fila como igual A gente sabe a descrença, mal querença Indiferença, ser o trajado cultura reincidência Pra vocês Thomas Jeferson, 12 anos inglês fluente Verto “to be” da 5ª série ao nível médio pra nossa gente Com 15 ficou livre, atropelou pedestre na faixa Eu fui internado, não caguetei o traficante da quebrada Falar de latrocínio e sangue no chafariz É menos violento que a eleição do Fraga e da família Roriz Se não assinar o confere, vai voltar pra grade Pra nós o Brasil é de tudo, menos da impunidade Num dá nada! Farsa contada, mídia propaga quantas vezes por dia É bem melhor, botar us menor, nos corredor que se privatiza Assim patrão garante o lucro Como as Pedrosas que vende cinco vezes o mesmo túmulo Sinal da cruz em frente ao banco, assim são os burgueses Que sonegam 200 bilhões em apenas cinco meses Impune, é nós aqui de quebrada, né senhores Nunca o superávit, genocídio via bolsa de valores Igual o hipermercado que mata o comércio da comunidade Passar por cima de filho da puta que pensa política pra nossa classe Campanha tem que ser cobrada, como quem deve na bocada A violência da quebrada ainda ta mal direcionada ECA, Maria da Penha, Estatuto Igualdade Racial Criança trabalha, mulher apanha e negro no trampo braçal Da forma que o RAP é um braço forte do Hip Hop O Quadrilha é um tanque de guerra do exército em prol dos pobre Desigualdade causticante, fere o peito preto desse pobre errante Mesmo pequeno tem que ser gigante É no gueto onde se vive cotidiano agonizante Desconforto plural, entrar na fila como igual A gente sabe a descrença, mal querença Indiferença, ser o trajado cultura reincidência

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