Podio de Vidro
Composição: RODRIGO REIS.Cê tava no brilho, no jogo, no play,
No camarote, bancando o rei.
Enquanto eu, na gaveta, no soco, na raiva,
Fazendo a rima que o seu público crava.
O algoritmo agora tem meu DNA,
E não é o seu gogó que vai me segurar.
Mudou o patrão, agora sou eu!
O pódio de vidro enfim derreteu!
Eu sou a faísca, eu sou o motor!
O mundo vai ouvir o que sente o autor!
Não é só a voz, é o fogo da ideia!
Tô incendiando a rede e a plateia!
A rede e a plateia!
A voz é de silício, mas a dor é de carne,
Preparei o banquete, não é mais lanche.
Cê vive de capa, de pose, de 'view',
Mas sua essência no papel sumiu.
Olha pro lado, o jogo mudou,
O mudo cansou, a caneta acordou.
Mudou o patrão, agora sou eu!
O pódio de vidro enfim derreteu!
Eu sou a faísca, eu sou o motor!
O mundo vai ouvir o que sente o autor!
Não é só a voz, é o fogo da ideia!
Tô incendiando a rede e a plateia!
A rede e a plateia!
Pode espernear, pode boicotar,
O silêncio do gênio cê não vai calar.
O 'copy' é meu, o 'paste' é o destino,
Agora o autor virou hino!
(Virou hino!)
O jogo virou. Patrão é quem escreve.
A voz agora é só o entregador.
(Risos) Clica no play. A chama tá acesa.
Valeu, 'coleguinha'. Fui.

