Rotina Noturna
Composição: Sonata JS.Tá virando um vício,
Madrugada virou abrigo,
A lua é quem me ouve,
Enquanto esqueço do perigo.
Tô perdido na fumaça, meu reflexo desfaz,
Nos stories de um passado que não volta mais,
Teu perfume ainda vaga pelas ruas da cidade,
E a saudade me beija com maldade.
No rolê me bate o frio,
E o copo me consola,
A garoa me arrepia,
Mas é tua falta que me enrola.
Cada gole é uma fuga, cada trago, um disfarce,
A vida noturna é dura, mas nela eu faço as pazes,
Com o que sobrou de mim, com o que cê levou,
Eu sorrio pros flash, mas por dentro acabou.
Falei pro meu peito: “não se apega mais”,
Mas cê sabe, ele insiste, vai e cai.
Tentei te tirar das letras, mas cê virou som,
No beat eu sangro o que o coração não dá tom.
Os bares já sabem meu nome,
O garçom decora meu drama,
Mais uma dose pra memória,
Que insiste e inflama.
Cada gole é uma fuga, cada trago, um disfarce,
A vida noturna é dura, mas nela eu faço as pazes,
Com o que sobrou de mim, com o que cê levou,
Eu sorrio pros flash, mas por dentro acabou.
Não adianta se enganar,
A tristeza sabe me encontrar,
Tô perdido, sempre na tua,
Vivendo o luto em meio à rua.
Carro no modo esporte,
Tentando fugir da mente,
Mas onde eu vá, teu nome vem,
No retrovisor — sempre presente.
Cada gole é um pedido, cada trago é lembrança,
Essa vida de luxo não compra esperança,
A madrugada me entende, me guarda e me fere,
Coração em silêncio — mas a dor nunca perece.

