Subefeito

EstiloPunk Rock
Cidade/EstadoJuiz de Fora / MG
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Que Nao Quer Que Se USA

Composição: Davi Ferreira

As estátuas que se viam não existem mais Só os corpos mutilados dormem em paz Os tiros disparados chorando as mulheres Fome em mais um dia caindo a neve No império capital o massacre é real A miséria de perto é o seu arsenal O seu desrespeito é o desespero De diferente cultura que não quer que se USA Da boa vontade a profunda maldade Da promessa mentira que massacra a vida Da moda melhor preconceito sem dó E o complexo termina porque a verdade ensina O povo a lutar a pátria amar E se a outros povos respeitar a paz continua Se não essa guerra financeira é a guerra O arsenal é a miséria de diferente cultura Que não quer que se USA O complexo da gente do povo brasileiro É achar que sempre seremos do terceiro Mundo distante Amazônia muita água riqueza natural Nordeste em seca sudeste industrial Alagoas Recife Aracaju em Sergipe Só somos complexados mas temos cultura Ninguém quer que USA a profunda maldade Ninguém quer que se USA da boa vontade Ninguém quer que o Brasil perda a Amazônia Perder a Amazônia!

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OuvintesDavi Alves Ferreira e outros 8 ouvintes
Fã-clubeNepom Ridna Compositor e Cantor e outros 10 fãs

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Davi FerreiraGuitarra
Andeson Costa da SilvaBaixo
TanticaBateria

Release

A banda começou a surgir em 2001, quando o vocalista Davi Ferreira junto com o baterista Leonardo Vargas de Moura fundaram o Korvo Punk. Ambos estavam no terceiro ano do ensino médio. O repertório inicial era composto por Ramones, Nirvana, The Offspring, Titãs e algumas músicas próprias. No ano seguinte a banda passou a chamar Comedores de Lixo.

Em 2003, percebeu-se que o nome Comedores de Lixo não era muito atrativo. Com a entrada do baixista Renato Rezende (o "Ratu"), a banda passou a chamar Subefeito e o nome "Comedores de Lixo" passou a ser o título do primeiro álbum, gravado no mesmo ano no Estúdio Caraíva Music em Juiz de Fora - MG. A produção foi independente e teve grande colaboração do estúdio. O resultado surpreendeu: um álbum com qualidade profissional produzido com apenas três dias de gravações.

O álbum “Comedores de Lixo” não tem uma influência específica. Ele se aproxima do punk tradicional com letras de protesto direto como na música "Hierarquia"; músicas que falam do cotidiano e da pobreza como em "História Parecida" e "Diversão de Crianças"; músicas que protestam contra corrupção como em "Malandros"; e músicas que falam do tempo como em "Passando o Tempo". O som é cru, mas bem executado, bem timbrado e bem gravado. Foi o ponto de partida para a divulgação da banda e para as próximas composições e gravações. O resultado serviu de grande motivação.

Em 2004, o baterista Leonardo Vargas de Moura deixou a banda. Porém, produziu o design da capa dos três álbuns do Subefeito.

Em 2005, a banda foi contemplada com a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Juiz de Fora - MG. Os recursos possibilitaram a prensagem do primeiro CD e a produção do segundo disco: o "Parque de Exposições". Desta vez com Anderson Costa no baixo e Arthur Carneiro na bateria. Gravação, mixagem e masterização por Rodrigo Itaboray.

O álbum “Parque de Exposições” teve muito mais recursos para ser produzido do que o álbum anterior, já que havia dinheiro da Lei de Incentivo à Cultura. Em vez de três dias, o processo de gravação durou cerca de quatro meses. A qualidade atingiu o nível profissional das grandes bandas de rock. O tema das letras se diversificou. Além do protesto, a autoajuda para vencer os problemas da vida está presente em músicas como “Escola do Erro”, a ilusão das drogas na música “Artificial”, o lado conceitual das relações políticas na música “Poder”, o sarcasmo e crítica à corrupção na música “Dr. Político da Patifaria”. Só não sobrou dinheiro para o "jabá".

Em 2006, Subefeito gravou o videoclipe da música "Dr. Político da Patifaria". O clipe escancara o comportamento dos políticos corruptos. Num primeiro momento mostra o personagem principal fazendo promessas à população pobre. Em seguida, mostra o político gastando o dinheiro do povo com prostitutas, drogas e luxúria. O clipe foi exibido no Programa Descarga MTV em 2009 pelo, então apresentador, Marcos Mion... e deu "pano pra manga".

Entre 2008 e 2013, Subefeito fez várias apresentações em Juiz de Fora e entorno, além de apresentações no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O trabalho sempre foi mantido com muito esforço e de forma independente. Houve várias mudanças na formação, mas a banda nunca deixou de ensaiar.

Foi a partir de 2013 que o Subefeito começou a planejar o terceiro álbum. O vocalista Davi Ferreira reuniu letras antigas que não haviam sido gravadas e compôs outras cinco músicas, além de uma pareceria com Eduardo de Andrade Pereira e Gabriel Costa Novo Pimenta Brandão na música "Reptilianos". O resultado do disco foi a evolução e maturidade musical da banda. A formação do terceiro disco contava com Anderson Costa no baixo, remanescente do segundo disco, e Aprígio Neto na bateria. Junto com Davi Ferreira na guitarra e voz, gravaram o álbum "Dizer o que tem que ser dito", lançado em junho de 2015. A banda ainda contava com Cássio Abex, na outra guitarra, nos shows ao vivo.

Em 2016 o Subefeito lançou o clipe da música “Reptilianos”, uma animação 3Ds. Com direito a naves espaciais, viagem entre galáxias e Ets que babam; o clipe usa uma invasão alienígena surreal para fazer analogia à influência da TV no comportamento das pessoas. Os Reptilianos vêm de uma galáxia distante até a terra. Após conseguirem controlar o sinal das emissoras de TV, a invasão começa. Com os seus tentáculos, eles sugam o cérebro das pessoas através da tela das televisões. Para saber o final, só assistindo: https://youtu.be/MtObqfmtYtc

Pouco tempo depois do lançamento do clipe houve nova mudança na formação da banda. Que passou a contar com Allan Cardozo no baixo e Rafael Corrêa na bateria. O esquema do show voltou a ser o power trio.

Em 2017 a banda lançou mais um clipe de animação. A música “Tudo que você sempre quis dar” tem várias cenas de sexo explícito. Porém, a ideia da música é de que sexo não é tudo em uma relação: https://youtu.be/FCxQBaP3_Pc

Logo após a gravação do clipe houve algumas mudanças na formação da banda. Hoje o Subefeito conta com Davi Ferreira na guitarra e voz, Roni Souza no baixo e a volta de Aprígio Neto para a bateria e back vocais.

Álbum Dizer o que tem que ser dito

Entender a letra e manter o peso. Essa é a proposta do mais recente álbum da banda de punk rock Subefeito. O som mantém inteligíveis as letras e ao mesmo tempo não transforma o punk em um pop. Na verdade, o punk ganha outras pegadas: vai do ska na música "Dizer o que tem que ser dito", que dá nome ao álbum - lembrando os bons tempos do Sublime - até a pegada psicodélica na música "Reptilianos". Um punk meio mutante.

O álbum "Dizer o que tem que ser dito" reúne letras que saem do estereótipo punk, mantendo parte da ideologia. Há músicas em que o protesto é direto, como em "Todo Mundo Fede"; músicas que falam de amor, como em "Com Você"; que falam de atração carnal, como em "Tudo o que você sempre quis dar"; e que trazem o lado mais conceitual da vida: como quando você tem que chegar até alguém e, mesmo não querendo, precisa "Dizer o que tem que ser dito".

O álbum é a evolução dos dois CDs anteriores do Subefeito: "Comedores de Lixo" em 2003 e "Parque de Exposições" em 2008. O som está mais redondo e a gravação, mixagem e masterização estão 100% profissionais, com produção musical de Rodrigo Itaboray. O trabalho foi totalmente independente. A expectativa é que o álbum atinja o público que ainda não conhece o punk. Letras que dão para entender, peso e bons arranjos podem quebrar o estereótipo que algumas pessoas têm do estilo e, quem sabe, fazê-las conhecer mais sobre o som que revolucionou o rock. E há quem diga que o punk foi "o último grande acontecimento do rock". Porém, o álbum "Dizer o que tem que ser dito" do Subefeito pode ser o novo.

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