Altos Graves
Composição: LUAN DUTRA SALMI - TED BROWN.São 18 quilates e o pescoço é muito pouco,
Pulseira de prata, corretão de ouro.
Tipo magnata, money mulher igual a drink,
Sempre rodeado com muita roupa de grife.
Já é doze horas, e o sino bate, e eu tô na laje.
Tô até sentindo a potência de autos graves.
Vejo muitas minas, vagabas a descer,
Tá uma aglomeração de várias gatas pra você.
O homem que se preza, tem que ter estilo,
Usar roupa de marca, emplatear é o ofício.
Ter carro rebaixado com o motor tunado,
Com meu som na madruga, até às 6 eu arregaço!
Mas não adianta você vir aqui pro gueto,
Se você não tiver uma forma de respeito.
Eu tô no estilo black, vim para cantar rap,
Esse é o autos grave, eu sou o Mano Ted!
Na night, o melhor do black é aceito,
Na vida uns querem fama, ter mulher e dinheiro.
O brinde carro forte, Red Bull e malote,
O ouro é bem puro, mas o diamante é mais forte.
(Sobe a tensão!)
(Prepara o grave!)
São 18 quilates e o pescoço é muito pouco,
Pulseira de prata, corretão de ouro.
Tipo magnata, money mulher igual a drink,
Sempre rodeado com muita roupa de grife.
Aumento o som, que eu estou chegando,
Cheio de estilo o Ted, as minas e os manos.
De beco a vielas, cidade a favelas,
Red Black toca onde for, o grave te leva!
Cada um tem seu jeito, sua forma, seu estilo, seu barraco,
Quer carro, quer iate, possui alguns vícios.
Na birinaite, o drink corre à vontade,
O Audi, o carro, mulher boa e na batida: autos graves!
Som mais pesado que o ouro que eu carrego,
Uma batida que estremece até o teto.
Das estruturas modernas de Campo Grande,
Se fosse guerra, chame meu Audi de tanque!
São 18 quilates e o pescoço é muito pouco,
Pulseira de prata, corretão de ouro.
Tipo magnata, money mulher igual a drink,
Sempre rodeado com muita roupa de grife.
São 18 quilates e o pescoço é muito pouco,
Pulseira de prata, corretão de ouro.
Tipo magnata, money mulher igual a drink,
Sempre rodeado com muita roupa de grife.
Vou estourar teus tímpanos, a batida é selvagem,
Sinta o grave bandido, no rap somos destaque!
No bairro sou conhecido, o pesadelo dos becos,
Áudio, corneta, bazuca, bicho-papão mete medo!
Sou mensageiro do gueto, na night os manos, as minas...
Se saio arrumado, sou playboy na vida?
Se as gatas me querem, então vou ser galinha?
O que posso fazer se eu quero curtir a vida?
No palanque o sino toca, falta só alguns segundos,
Os manos, as minas, os malas, playboys e vagabundos.
Todos estão juntos, de Campina à Alto Laje,
Só pra ver o chão trincar com meus autos graves!

