Cultivou Planta Assassina
Composição: Trágica Escória.I - Quando a Flor
Quando beleza virou armadilha
e teve certeza da vida finita?
Quando foi que a flor mudou pra ti?
Se alimentou do seu fim...
E quando ela ali, lhe enterrava?
Alimento pra flor que lhe esperava.
II - Novo Hamburguer
Império maligno
lançou novo hamburguer
resultado: delírio
carne virou vício.
O que há na carne? Que carne?
Pensar virou desastre.
Quem contestar, arraste...
pra fábrica com guindaste.
Material pra carne
que fica com mesmo sabor
do mesmo desastre
feito com mesma dor.
III - Terça-13
Lhe ouvi
não quer voltar pra aquele lugar.
Mas ali
é o ar para se respirar.
E sentir
a chance pra eu lhe salvar
do perigo
que irei cultivar.
Me abrace
caso o medo cresça.
Relembre
o que acontece terça.
IV - Cultivou Planta Assassina
Cultivou planta assassina
bonita.
Não notou vermelho-sangue
refletia.
Não contou que ele a flor
roubou
de um canteiro, embaixo de um prédio
sem receio.
Ele cuidou da planta ferida
menina.
Apresentou mundo ferido
finito.
V - Melodia Tatuada
Toda tatuada
tão maternal
sociedade acabada
lei ilegal.
A mais nojenta esperança
no mais belo olhar.
Mulher com alma de criança
tentei avisar.
Desaparecida
por pouco tempo
vai virar comida
igual todo desatento.
VI - Cantiga Carne e Flor
Provar carne é lazer
cheirar flor faz temer
império maligno protege
não há mais nada a fazer.
Esse lugar não é feito para sonhar o sonho
esquecer é o jeito, não seja outro bisonho.
Flor gigante aumenta
aprisiona, alimenta
sua futura comida
come seu inseticida.
VII - Cachorro Chorando
Não me acuse
covardia
faço mais do que você faz num dia.
Ontem mesmo
matei três
se gabavam do que o império fez.
Enterrados no terreno
onde o império guarda outro segredo.
Também sinto falta dela
mas não me vê chorando sem curar sequela.
Ao invés de julgar
vigie aqueles que sempre estão por lá.
Empregados, imperializados
são piores do que traidores natos.
VIII - Monstro Engraçado Comedor de Guardanapo
Porta que fechei
passei cadeado
não pergunte porque entrei
o passado estava errado.
Trancado, esfomeado
monstro engraçado
comedor de guardanapo
faz da dor o seu prato.
Porta que tranquei
não passo nem perto
torta que lancei
pro monstro esfomeado.
