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Tribo da Periferia

Tribo da Periferia

Cidade/EstadoBrasília / DF
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Entre a Vida e a Morte

Composição: Tribo da Periferia

De repente o clima pesa, não entende mais nada A noite estava completamente mudada Muitos mulekes cheiravam no banheiro da escola Fazia fila no bagulho pra dar uma bola Refletindo memórias e abastecer a moral Neguinho com a mão na cintura fazendo cara de mal Sobrevivendo neste meio do vício maldito Aprendeu tudo de errado, por isso eu mesmo me ensino Por enquanto considerado apenas um igual São vários da roda, extinção de paga pau Seu sonho ser um traficante respeitado, vida eterna Chegados pra todos os lados Muito dinheiro , muitas armas, muita munição Muitas mulheres , um Opala , um casarão Profissão perigo...roubos, latrocínios Se tudo fosse assim tão fácil, tão tranquilo Mas o destino se armava, a sua mente mudava Os conselhos de seus pais não serviam mais pra nada E na escola já não era aquele inofensivo Rapidamente desprezava seus antigos amigos Só pensava em maldade ... roubos, assaltos e drogas Nada te regenerava véi , o crime é foda Seus aliados agora assassinos e traficantes Diferença de idade, tô ligado, é muito grande Parou de estudar, estava em todo lugar Bem notado na quebrada, já dá pra imaginar Pisante de marca, altos panos da hora Antes da janta ascende uma bomba aí, decola Na alucinação é, muita atenção Ficar ligado que na quebra tem bicudo de montão O ferro carregado no bolso da jaqueta Um bom motivo e um mal momento ... caixão e vela preta Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Tem que respeitar a lei Antes que digam amém Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Esqueça o mal que passou O exemplo que ficou Muleke, atitude se ilude no crime Vida pacata, honestidade é quem define Estava apenas começando a sua vida criminal Muitas drogas da bocada onde ele era o tal Arsenal pesado, buracos na parede Testam as armas que se compram que se vendem Seus pais se preocupavam, não ia mais em casa Passava dias na rua, não pensava em mais nada O tráfico grande, vários pontos espalhados Vela, cocaína, baseado, filho parado Muito dinheiro, tinha tudo o que queria Mas hoje é um, amanhã é outro dia Arrumou uma dona por quem se apaixonou A gravidez estava prestes, quatro meses se passou A barriga da mina já estava bem visível Queria ver o seu filho o mais breve possível Comprou todo enxoval, fez o quarto do muleke Aguardar mais uns meses pra ver o seu pivete Mas um imprevisto na quebrada ... num tiroteio Seu sonho agora se transformou em pesadelo Bala perdida, atingiu o crânio da menina Apenas um disparo acabar com duas vidas Recomeçar de novo, sozinho novamente Nesse clima pesado, culpados e inocentes Morrem a cada dia, periferia subestima as leis Em cada quadra da favela tem um rei E nesse meio estava aquele rapaz Injuriado com uma miséria a mais De ver sua família terminar antes de começar Como será que essa história vai acabar? Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Tem que respeitar a lei Antes que digam amém Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Esqueça o mal que passou O exemplo que ficou Retornava a bocada, assim continuava Vida precária, tráfico de drogas, armas Muitos se separavam, guerra também não faltava Favela contra favela, quadra contra quadra Pegou sua carreta aos 18 de idade Um Opala, seu sonho virou realidade “Vou por a guerra em dia”. Cinco caras no carro Todos prontos pra jogar ou ser jogado Rolé na outra quebrada, estava ali a rodinha Os irmãozinhos se acabando, cheirando cocaína Muito tiro disparado: PT e Oitão Antes hoje então, fizeram regaço Bala pra todos os lados, muita munição Alguns tentaram fugir, mas não tiveram espaço Uns caídos e outros rastejando, é embaçado A atração da rua hoje é ver o sangue espalhado Jogar ou ser jogado, eis a questão No mundo do crime é cadeia ou caixão Viraram a esquina e os canas já tavam em cima Rotina se repete, Hã ... balas perdidas Acertaram um muleke, não tinha nada a ver No mesmo local , ele veio a falecer Continuava a guerra, mais um corpo no chão Chacina do caralho, irmão matar irmão A polícia mete ficha acertaram o motorista Morte cerebral, um Opala sai da pista Várias capotadas quem tava dentro já era Hoje segue o seu destino a 7 palmos da terra Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Tem que respeitar a lei Antes que digam amém Saia de vez da vida do crime A volta da morte não subestime Esqueça o mal que passou O exemplo que ficou

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