Tribo da Periferia

Cidade/EstadoBrasília / DF
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Flores

Composição: Tribo da Periferia

He meia noite ainda E o nevoeiro ja confunde o clima As luzes da rua Somem na neblina E nóis aqui uma bike e um esqueiro Uma garrafa de orloff e uma fogueira Os carros sobem na avenida Avisam não identifica A quebra é zika Quantos casos de chacina na esquina Só quem viu de perto o hospital lotado Correria na emergência Corredor ensanguentado Morria naquela hora o filho de dona regina Outra vítima que nem conheceu a própria vida Mas vou esperar o sol com o alívio que Deus mandar E emanar cada quebrada, cada rua, cada lar E esse é meu lugar Onde os dias cinzentos nao tem fim Mas as flores brotam mesmo assim As flores mais bonitas Nascém onde ninguém cultivou Nascém sobre as pedras Sobre a cela de um presidio Nas ruas de terra Na favela sobre o lixo Onde tem amor Chorar faz parte nego é o jeito Vou vencendo o medo Entre ruas e becos O certo mesmo é ser o mesmo Na rua logo cedo uma blante Um esqueiro, numa fuga interior Só precisando de um momento Ainda me lembro outros clima Altas mina, coisa fina Aniversário do colombiano na rua de cima Tudo branco É so neblina Mas lembra a cocaína Aqueles dias de planeta china Hã ô rotina Ô lembra não fi Tempo nao volta neguin Se falar o quanto eu sorri Vamo amanhecer aqui Fogueira clareia o muro E hoje não tem beco escuro Não tem mansão mas tem alção No barraco dos fundos Hã e esse caminho de flores Pedras e espinhos Um só destino difícil alcançar sozinho E sei que minhas armas Serão fracas contra as dores Vou sangrando sobre a guerra Entre lágrimas e flores As flores mais bonitas Nascém onde ninguém cultivou Nascém sobre as pedras Sobre a cela de um presidio Nas ruas de terra Na favela sobre o lixo Onde tem amor

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