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Walber Costa

Walber Costa

EstiloPop Rock
Cidade/EstadoColatina / ES
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A Última Estrada De João Sem Nome

Composição: Walber Costa.
Título: A Última Estrada de João Sem Nome João nasceu sem sorte lá na beira do sertão Filho de ninguém, criado no pó e na solidão Aprendeu cedo que o mundo não dá segunda vez Ou você vira pedra… ou vira o que o mundo fez Com 12 já corria de polícia e de patrão Carregava no olhar mais raiva que compaixão Nunca teve casa, nunca teve ninguém Só uma faca velha e um orgulho que não vem Foi parar numa cidade chamada Santa Cruz Onde o sol castigava e a noite escondia a luz Conheceu dona Maria, dona de um bar caído Que viu no olhar do menino um futuro perdido “Se quiser ficar, trabalha, não me arruma confusão” João só abaixou a cabeça, segurando a intenção Mas naquela mesma noite, num jogo mal terminado Ele deixou um homem sangrando, jogado de lado E a estrada chama quem não tem pra onde ir E o destino cobra tudo que você fingiu não ouvir João correu, mas não deixou de pagar Porque o passado sempre sabe onde te encontrar Foi aí que ela apareceu, cabelo preto ao vento Ana tinha um sorriso que desarmava o tormento Filha do delegado, criada pra obedecer Mas quando viu João, quis tudo que não podia ter Se encontravam escondidos atrás da igreja velha Falavam de fugir, de vida mais singela João dizia “um dia eu vou te levar daqui” Mas no fundo sabia… não dava pra fugir de si Só que a cidade inteira começou a desconfiar E o nome de João já tava pronto pra estourar O delegado jurou que ia acabar com o rapaz “Bandido bom é morto”, foi o que ele disse atrás E numa noite de chuva, dessas que lavam o chão Levaram João algemado, sem chance de reação Ana gritava na rua, pedindo pra não levar Mas ninguém ali queria escutar E a estrada chama quem não tem pra onde ir E o destino cobra tudo que você fingiu não ouvir João tentou, mas não deu pra escapar Quando a vida decide… ninguém pode negociar Na cela fria, João pensava em tudo que perdeu Nunca teve nada… mas agora entendeu Que pela primeira vez queria viver Mas já era tarde demais pra aprender Na manhã seguinte, antes do sol nascer Ouviram tiros ecoando sem ninguém ver Quando abriram a cela… só sangue no chão E uma parede marcada… com a fuga de João João voltou pra cidade só pra buscar Ana Mas encontrou a igreja cercada de fama O delegado já sabia, já tava esperando E o povo na praça… só observando “Solta a arma, garoto, acabou pra você” Mas João só olhava, sem nada dizer Ana correu no meio, gritando pra parar Mas quando o tiro veio… não deu pra voltar O chão ficou vermelho, o tempo congelou João caiu de joelhos quando Ana tombou O delegado tremia, mas não recuou E mais um disparo… a história selou E a estrada levou quem não tinha pra onde ir E o destino mostrou o que ele quis fugir João caiu sem chance de se salvar Porque o passado sempre vem te buscar Hoje dizem que à noite dá pra ouvir alguém Andando na estrada sem saber pra onde vem Um homem sem nome, perdido no olhar Procurando alguém que não vai mais encontrar E na porta da igreja, quando o vento bater Tem quem jure que vê os dois aparecer Mas somem na poeira antes do sol chegar… Como histórias que o tempo não quis guardar E assim termina mais uma história… Que ninguém quis viver… Mas todo mundo ajudou a acontecer.

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