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Walber Costa

Walber Costa

EstiloRock
Cidade/EstadoColatina / ES
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Abaixo Do Sol De Ocaso

Composição: Walber Costa.
Título: Abaixo do Sol de Ocaso O sol nasceu, a praça acordou O dono da terra o convite lançou Cedo o dia, o suor começou Promessa feita, o acordo selou Uma moeda, o preço do dia O sol a pino, a meta seguia Mas o tempo escorre, a sorte varia Em busca de braços, a oferta crescia Na hora da sombra, na hora final O último grupo sem o seu jornal "Por que estão parados?" o dono indagou "Ninguém nos chamou", o medo falou "Vão lá pra dentro, colher o que há O que for justo, lhes darei ao passar" E quando a luz do poente se apaga O balanço da vida, o esforço se paga Não é pelo tempo, não é pela cor Mas pelo direito do trabalhador Quem chegou por último, colhe o valor De quem, desde cedo, a carga levou A balança vira, o jogo mudou Quem era o último, o primeiro se achou A fila se forma, o pagamento chegou Quem esperou tudo, o cansaço pesou Viu quem chegou tarde, com o mesmo valor A indignação no peito virou dor "Trabalhamos o dia sob o calor Suportamos o peso, o sol e a flor Por que a igualdade em valor e em nome?" Indaga o que sente o estômago que fome Mas a voz ecoa com calma e razão: "Não houve injustiça na minha decisão. O trato foi feito, o combinado está em pé Não olho o relógio, olho o que é. Por que se incomoda com a minha bondade? Se a sorte é a mesma, se iguala a vontade?" E quando a luz do poente se apaga O balanço da vida, o esforço se paga Não é pelo tempo, não é pela cor Mas pelo direito do trabalhador Quem chegou por último, colhe o valor De quem, desde cedo, a carga levou A balança vira, o jogo mudou Quem era o último, o primeiro se achou A roda que gira, o prumo da vida Nem sempre a medida é a mesma corrida O primeiro se perde na própria ilusão O último alcança a mesma direção O sol se pôs O dia acabou A conta fechou

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