As Muralhas De Jericó Caminhos De Poeira
Composição: Walber Costa.Título: As Muralhas de Jericó Caminhos de Poeira
(Intro)
Muita coisa aconteceu...
E nem você percebeu
Mesmo longe de mim
Tenho me perdido em mim
(Verso 1)
Percorro estradas que não estão no chão
Sombras de um sonho sem direção
Certo de coisas que nunca vieram
Ecos de verdades que não disseram
Demonstrando sinais da realidade
Mesmo sem olhos pra enxergar
Há tanto oculto no silêncio
Que insiste em me chamar
(Pré-refrão)
E você... não quis ver
O caminho além de você
(Refrão)
Você escolheu andar só
Seguindo a própria razão
Mas no fim da estrada vazia
Só resta o peso da decisão
E eu... já não quero mais
Nem seu olhar pra me prender
O tempo ainda esconde os livros
Que um dia vão te responder
(Verso 2)
Terra e poeira sob meus pés
Um horizonte que não tem fim
Quanto tempo sustenta o mundo
Que ainda gira dentro de mim?
Se alguém tiver ouvidos, ouça
Há verdades no ar a ecoar
Se alguém for levado ao cativeiro
Talvez seja hora de despertar
(Pré-refrão)
E quem fere... sentirá
O peso do que plantar
(Refrão)
Você escolheu andar só
Seguindo a própria razão
Mas no fim da estrada vazia
Só resta o peso da decisão
E eu... já não quero mais
Nem seu olhar pra me prender
O tempo ainda esconde os livros
Que um dia vão te responder
(Ponte)
Sete passos ao redor
Ecos de guerra no ar
No sétimo grito caiu
Tudo que quis sustentar
Chamas dançam sobre o fim
E o que era forte se desfaz
No silêncio após a queda
Nada volta a ser igual
Quanto tempo ainda resta?
Quanto tempo vai durar?
Os muros feitos de orgulho
Sempre acabam por ruir no ar
Você escolheu andar só
E agora pode entender
Que o caminho que se nega
É o mesmo que faz perder
E eu... sigo além de você
Sem olhar pra trás outra vez
Pois até o mais alto dos muros
Se curva ao peso do que se fez
(Outro – desacelera, volta ao violão suave)
Muita coisa aconteceu...
E agora eu posso ver...
Letra e Música: Walber Miranda Costa
(19/12/2001)

