Avad·Dóhn, O Rei Do Abismo
Composição: Walber Costa.O céu se abriu em silêncio,
Como uma ferida sobre o mundo,
As estrelas caíram queimando nomes,
E a fumaça cobriu o sol.
Ouço trombetas atravessando a noite,
E passos vindo do fundo da escuridão,
Milhões de vozes sem rosto gritando,
Enquanto o medo toma a criação.
Das profundezas surgem asas de ferro,
Olhos em chamas, dentes de dor,
Carregam o juízo nos ventos do inferno,
Marcando os dias do terror.
Homens correm sem encontrar saída,
O céu parece não respirar,
A própria morte foge da vida,
E ninguém consegue escapar.
As portas do abismo estão abertas,
O fim começou sem avisar,
O mundo inteiro ajoelhado,
Vendo a escuridão reinar.
Ele vem do abismo!
Rei da destruição!
Coroado em fogo e enxofre,
Comanda a devastação!
O anjo da perdição!
Ecoando na eternidade!
Seu nome atravessa os séculos,
Trazendo dor à humanidade!
As cidades queimam em silêncio,
Os rios carregam cinzas no mar,
O vento sopra profecias antigas,
Que ninguém quis escutar.
Sombras caminham sobre ruínas,
Cobertas por sangue e temor,
Os céus parecem estar chorando,
Enquanto cresce o horror.
Sete trombetas…
Sete sinais…
O último grito ecoará…
Quem poderá permanecer de pé
Quando o abismo despertar?
Ele vem do abismo!
Rei da destruição!
O inferno inteiro se levanta,
Rompendo a criação!
O anjo da perdição!
Senhor da escuridão!
Quando a última trombeta soar,
Não haverá salvação!
“E das sombras…
Seu reino se levantou…”

