Cidade Das Pessoas Sem Rosto
Composição: Walber Costa.Título: Cidade das Pessoas Sem Rosto
(Verso 1)
As ruas me atravessam sem olhar
Passos ecoam nomes que ninguém quis lembrar
Vitrines brilham olhos que não são de ninguém
E eu me vejo ausente no meio da multidão também
(Pré-Refrão)
Todo mundo fala, ninguém quer escutar
Toda porta aberta não leva a lugar
(Refrão)
Na cidade das pessoas sem rosto
Todo espelho mente quem eu sou
Sorrisos colados como cartazes velhos
Caindo aos pedaços, mas ninguém notou
Na cidade das pessoas sem rosto
Ser real é quase um erro fatal
Se eu gritar meu nome no vazio
Será que alguém responde… ou é tudo igual?
(Verso 2)
Relógios correm, mas ninguém chega em si
Conversas vazias só pra preencher o ar aqui
Perfumes caros escondem o cheiro do medo
E cada olhar desvia como quem guarda um segredo
(Pré-Refrão)
Toda promessa vem com prazo pra vencer
E o que era humano aprende a se perder
(Refrão)
Na cidade das pessoas sem rosto
Todo espelho mente quem eu sou
Sorrisos colados como cartazes velhos
Caindo aos pedaços, mas ninguém notou
Na cidade das pessoas sem rosto
Ser real é quase um erro fatal
Se eu gritar meu nome no vazio
Será que alguém responde… ou é tudo igual?
(Ponte)
E se eu arrancar essa máscara da pele
Será que ainda sobra alguém aqui?
Ou só mais um vulto atravessando a noite
Tentando lembrar como é existir
(Solo de Guitarra)
(Refrão Final – mais intenso)
Na cidade das pessoas sem rosto
Eu cansei de não existir
Se ninguém lembrar quem eu era
Então hoje eu vou me reconstruir
Na cidade das pessoas sem rosto
Eu não vou desaparecer
Mesmo que o mundo me apague
Eu ainda escolho ser
(Outro)
Entre prédios que não sabem meu nome
Eu aprendo a não me esquecer
(Final / Crescendo – banda entrando aos poucos, depois explosão total)
E eu descobri… vê!
(Eu descobri!)
Mais amarga… mais amarga que a morte!
(Mais amarga!)
Encontrei a mulher — redes, redes de caça!
(Puxando, prendendo, ninguém escapa!)
E eu vi… eu vi!
Que no fim somos todos iguais!
(Gritando mais alto)
Todos iguais!
Todos iguais!
Naquilo que escondem…
Naquilo que negam…
Naquilo que nunca vão admitir!
(Explode – bateria + guitarras abertas)
Todos iguais!!!
Todos iguais!!!
Todos iguais!!!
(Quebra abrupta – tudo para, só voz ou instrumento limpo)
…na cidade das pessoas sem rosto.

