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Walber Costa

Walber Costa

EstiloRock
Cidade/EstadoColatina / ES
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Estrangeiro No Próprio Chão

Composição: Walber Costa. Ver tudo
Título: Estrangeiro No Próprio Chão As praças se cobrem de gritos e bandeiras, Promessas acesas em noites passageiras. Homens disputam o brilho do poder, Vendendo convicções para sobreviver. Sob luzes e aplausos, alianças se desfazem, E a fé de tanta gente vira peça da engrenagem. Mas houve quem olhasse toda essa ambição, E recusasse a coroa estendida pela mão. Entre o silêncio e o ruído da multidão, Escolheu as colinas e a solidão. Seguiu pelas estradas sem se deixar prender, Como um estrangeiro sem lugar para pertencer. Perguntas sobre impostos, decretos e poder, Recebiam respostas difíceis de esquecer. Dar ao governante aquilo que lhe cabe, Mas guardar a própria alma de toda falsidade. Porque nenhum império consegue permanecer, Nem todo cetro de ouro pode o espírito vencer. Os primeiros passos seguiram firmemente, Longe dos palácios e do aplauso da corrente. Falavam de um reino que ninguém podia ver, De algo mais alto que o homem pode oferecer. Viviam sob as leis da terra onde estavam, Mas seus corações por outro caminho caminhavam. E o tempo passou... nada mudou. Nas esquinas a mesma disputa começou. Convites dourados continuam a chamar, Promessas de glória, promessas de mandar. Mas a antiga linha permanece no chão, Invisível aos olhos, gravada no coração. Ser parte de algo que o mundo não vê, Seguir outro rumo, mesmo sem compreender. Enquanto as nações discutem quem vai vencer, Eu caminho entre elas... sem lhes pertencer. Sou estrangeiro no próprio chão, Entre bandeiras e divisão. Passo em silêncio pela multidão, Guardando intacta minha convicção.

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