O Valor Do Que Se Tem (Os Talentos)
Composição: Walber Costa.Título: O Valor do Que Se Tem (Os Talentos)
Um viajante partiu ao longe, um horizonte a explorar
Deixou aos seus cuidados, o que havia para guardar
A cada um, um peso, a cada um, uma medida
Um convite silencioso, para mudar a própria vida
Uns receberam muito, outros pouco pra gerir
A diferença estava no que iriam construir.
O tempo corre rápido, o caminho é um canteiro
Uns plantaram sementes, outros medo, o dia inteiro
Não era sobre a sobra, não era sobre o patrão
Era sobre o que floresce na palma da própria mão.
Quem arrisca vê o ciclo se expandir
Faz do pouco uma ponte para o que há de vir
Quem guarda o que tem por medo de perder
Acaba por ver o tempo, o próprio esforço corroer
Crescer é movimento, é não deixar estagnar
O talento que não gira, é só poeira a se acumular.
Houve quem multiplicou, transformou o que era incerto
Apostou no seu trabalho, fez o esforço estar aberto
Mas houve quem temesse, quem na terra enterrou
O que lhe foi confiado, pelo medo congelou
"É arriscado demais", disse ao se justificar
Preferiu a segurança, a ver o seu valor minguar.
E no fim, o balanço que a vida sempre traz
Não é sobre punição, nem sobre quem é capaz
É sobre a escolha feita entre o medo e a ação
Entre a inércia que paralisa e a força da decisão
Quem se entrega ao processo, vê a abundância chegar
Quem se fecha na sombra, deixa o brilho se apagar.
Quem arrisca vê o ciclo se expandir
Faz do pouco uma ponte para o que há de vir
Quem guarda o que tem por medo de perder
Acaba por ver o tempo, o próprio esforço corroer
Crescer é movimento, é não deixar estagnar
O talento que não gira, é só poeira a se acumular.
O que temos em mãos é apenas um começo
Tudo na vida tem o seu próprio preço
Seja o pouco ou o muito, o segredo é o movimento
Não deixe o que é vivo se perder no esquecimento.

