Quando Os Céus Lutam
Composição: Walber Costa.(Verso 1)
Uma luz rasga o céu no meio das nuvens,
Um sol mais forte do que já brilhou,
Iluminando rostos perdidos na guerra,
Mostrando o que o tempo não levou.
Do alto desce um ser entre os ventos,
Asas abertas contra o ar,
Lança firme, silêncio em volta,
Como se o mundo fosse parar.
(Pré-refrão)
Uma voz vem do céu, lenta e grave,
Ecoando em tudo ao redor,
Ninguém sabe se é salvação...
Ou o prenúncio do pior.
(Refrão)
Avante, mesmo em menor número,
Há um fogo que não vai se apagar,
Duas lâminas se tornam uma só,
E o céu começa a chamar.
E mesmo na sombra da guerra,
Algo insiste em viver,
Entre o medo e o impossível,
Ainda há razão pra vencer.
(Verso 2)
As mãos seguram o peso do destino,
Uma força que não dá pra conter,
Como se os céus descessem à terra,
Só pra ver quem vai sobreviver.
Do alto caem sinais de morte,
Como pétalas brancas no ar,
Mas onde tocam, tudo se rompe,
Não há como escapar.
(Ponte)
Relâmpagos cortam o silêncio,
Trovões começam a falar...
O chão guarda histórias caladas,
De quem não pôde voltar.
E no alto, olhos observam,
Sobre restos do que já foi...
Um mundo inteiro em ruínas,
E ninguém escuta depois.
[Solo de Guitarra]
(Refrão Final)
Avante, mesmo em menor número,
O poder não vai se calar,
Duas lâminas se tornam uma só,
E os céus começam a lutar.
E mesmo no fim de tudo,
Quando tudo parecer cair,
Há uma chama dentro da alma,
Que ainda insiste em existir.
(Outro)
Ainda insiste…
Ainda insiste…
Em existir…

