Sombras De Lond River
Composição: Walber Costa.Título: Sombras de Lond River
(Verso 1)
Sentado no vazio entre o tempo e o chão
Fecha os olhos tentando entender a razão
Quando abre, o silêncio responde outra vez
Nada mais resta... só dúvida e talvez
Onde você está?
O eco devolve o medo em sua direção
Um mundo sem lógica, sem explicação
“Não posso parar, nem fugir do que sou”
Se o tempo me prende... eu volto onde começou
(Pré-Refrão)
Lembranças cortando como vidro na mão
Palavras antigas sem direção
“Procure na origem...” ecoa no ar
Se não é o caminho... então onde encontrar?
(Refrão)
É lá... onde o tempo se escondeu
Na cabana onde o passado morreu
Entre sombras e nomes que ninguém ouviu
O rio me chama... e ele seguiu
É lá... onde a verdade se desfaz
Entre ossos que o tempo não traz
Se o fim chegou antes do começo existir
Então o destino... voltou pra repetir
(Verso 2)
Passos cortando o vento e o pó
A cabana esquecida encara ele só
Cerca caída, madeira a ceder
Mas o mato respeita... como se alguém fosse viver
Nenhum rastro, nenhum sinal
Um silêncio pesado, quase ritual
Ele para na porta, respira e diz:
“Se não há volta... é aqui que eu fiz”
(Ponte)
Chão de barro, paredes sem voz
O tempo passou... mas não levou nós
Janelas fechadas, luz a morrer
Algo ali dentro... insiste em viver
Meu Deus... o que é isso?
Quatro sombras sentadas na escuridão
Restos de vida presos na imensidão
Uma mesa, uma planta sem cor, sem raiz
E a morte parada... como quem diz:
“Você chegou tarde demais...”
(Refrão)
Esqueletos calados contando uma dor
Teias do tempo prendendo o horror
Um crânio caído, histórias no chão
Decapitado ou rendido à corrosão?
“Quem são vocês? O que aconteceu?”
O passado respira no que já morreu
(Solo de Guitarra)
(Final)
Respira fundo... não pode fugir
O passado chama... obriga a assistir
O rio não é só um lugar
É um ciclo que insiste em voltar

