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Aiac Santos

Aiac Santos

Cidade/EstadoIpiaú / BA
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Bpm Da Rua

Composição: Aiac Santos.
**(Intro — voz e violão, ambiência lenta)** UUUU... RREEEER... UUUU... Tá!... Uh... No compasso da rua, no barulho da mente... Violão chorando, coração batendo forte... --- ## **Parte 1 — corrigida e ampliada** Comé que posso ser, se eu não nasci pra ter? Sou moleque de trinta, tentando sobreviver Aquele que doa sangue enquanto uns querem beber Vivendo na correria sem deixar se perder Se diz: “como ele faz?”, “como ele aguenta?” Mente blindada, visão sempre atenta Sabe entrar e sair, ter proceder na quebrada Sem pisar em ninguém na caminhada pesada Consciência é arma, então vou te alcançar Com palavra sincera pra tua mente despertar Manifestação viva pra construir um lugar Onde respeito vem antes de querer se mostrar Eu vejo isso também, por isso nós vai além Da barreira do som que desacredita alguém BPM acelerado, quase velocidade da luz Mas quem corre no escuro também procura Jesus O que se vê já passou, mas ficou cicatriz No olhar de quem cresceu querendo ser feliz Aqui também tem bala, revólver e tensão Mas ainda existe sonho batendo no coração Difícil é entender, mas nós sabe o que vem Em forma de protesto, alucinação também Pois não, não, não... tá tudo errado, eu sei Mas se ninguém conversar, quem vai mudar essa lei? --- ## **Refrão — chiclete** Aqui é um bom lugar Pode acreditar Mesmo no caos a gente aprende a levantar Aqui é um bom lugar Pra recomeçar Violão e voz no peito pra poder continuar Ôôô... Ninguém vai nos parar Ôôô... Nós nasceu pra lutar Aqui é um bom lugar Pode acreditar... --- ## **Parte 2 — Rap mais pesado** Noite fria, luz da rua refletindo no olhar Cada esquina tem história que ninguém quer contar Mãe rezando pelo filho pra ele voltar cedo Enquanto o mundo gira alimentando o medo Dinheiro compra tudo, menos paz de verdade Tem gente com corrente e sem liberdade Eu vim da simplicidade, da marmita dividida Onde o pouco vira muito pra manter a família viva E eu sigo rimando forte contra a desigualdade Transformando cicatriz em oportunidade Porque a voz da favela nunca vai se calar Quando o povo se une ninguém consegue parar Eu já vi irmão cair por causa da ilusão Promessa de poder, dinheiro fácil na mão Mas também vi guerreiro vencer na humildade Mostrando que caráter vale mais que vaidade Então aumenta o som, deixa o grave bater Violão na levada pra alma responder Se a vida cobra caro eu pago sem correr Porque quem nasceu na luta aprendeu sobreviver --- ## **Refrão — chiclete** Aqui é um bom lugar Pode acreditar Mesmo no caos a gente aprende a levantar Aqui é um bom lugar Pra recomeçar Violão e voz no peito pra poder continuar Ôôô... Ninguém vai nos parar Ôôô... Nós nasceu pra lutar --- ## **Parte 3 — emocional e reflexiva** Eu carrego na memória cada rosto que partiu Cada sonho interrompido que a cidade engoliu Mas ainda existe amor no sorriso da criança E é nisso que eu me agarro pra manter minha esperança Meu violão desafina quando a dor aperta Mas minha fé continua de janela aberta Porque a vida me ensinou na pressão do dia a dia Que até no sofrimento nasce poesia Não quero fama falsa nem viver de aparência Prefiro ter verdade, respeito e consciência Se o sistema quer silêncio, eu respondo cantando Transformando cada queda em motivo pra seguir rimando Então escuta essa voz vindo do coração Não é só música, é libertação É o grito de quem nunca teve vez nem lugar Mas descobriu na arte um jeito de voar --- ## **Refrão final — mais forte** Aqui é um bom lugar Pode acreditar Mesmo no caos a gente aprende a levantar Aqui é um bom lugar Pra recomeçar Violão e voz no peito pra poder continuar Ôôô... Ninguém vai nos parar Ôôô... Nós nasceu pra lutar UUUU... RREEEER... UUUU... Tá!... Aqui é um bom lugar...

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