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Aiac Santos

Aiac Santos

Cidade/EstadoIpiaú / BA
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Eu Tinha Tudo

Composição: Aiac Santos.
(Intro – dedilhado leve no violão) Hoje, seis de abril… nasci em meio ao caos… Se tá ruim pra você… imagina pra mim… (Verso 1) Comecei lá no fundo, bem fininho, logo ali eu já vi Que esse caminho errado não foi feito pra mim Mas pra cair a ficha demorou um pouquinho Só quem conhece a dor sabe cuidar do caminho Foram quase dez anos, vício dominando em mim Me sentia largado, sem saber onde ir Eu tinha tudo na mão… mas não tinha nada Alma vazia, mente presa, vida bagunçada Como é que cala uma voz que quer gritar? Falar pro mundo inteiro: “eu ainda vou chegar!” Mesmo fraco, desacreditado, cheio de nó Eu respirava fundo… e não desistia de mim só… (Ponte – melódica) Haaa… haaa… A dor me ensinou a ficar de pé… (Refrão – marcante, voz aberta) Eu tinha tudo e não tinha nada Parei no tempo durante a caminhada Demorei, mas percebi — esse RAP não se cala Eu tinha tudo… mas não tinha nada Hoje eu sou guerreiro, firme na estrada Passo consciente, mente blindada Se eu caí foi pra aprender a levantar Agora é minha vez… de me encontrar (Verso 2) E se foi difícil… nem vou te explicar Dormindo na rua, sem ter onde encostar Sem dinheiro pro pão, salário evaporava Um mês de suor… em uma semana acabava Brigado com tudo, comigo, com o mundo Paralisado, me afundando cada segundo No espelho eu via alguém que eu não conhecia Perguntando em silêncio: “será que ainda tem saída?” Será que eu nunca vou sair dessa vida? Desse ciclo vicioso, dessa mente ferida? Mas lá no fundo ainda existia uma chama Uma voz me dizendo: “levanta… você ainda ama…” (Refrão) Eu tinha tudo e não tinha nada Parei no tempo durante a caminhada Demorei, mas percebi — esse RAP não se cala Eu tinha tudo… mas não tinha nada Hoje eu sou guerreiro, firme na estrada Passo consciente, mente blindada Se eu caí foi pra aprender a levantar Agora é minha vez… de me encontrar (Verso 3 – superação, mais firme) E agora eu tô aqui, me libertei Tantos caminhos… finalmente enxerguei Me consertei, juntei pedaço por pedaço Colei minha história, refiz cada traço Juntei os cacos do chão, um por um Transformei minha dor em verso comum Hoje eu canto a verdade, sem maquiagem Minha vida virou minha própria mensagem (Outro – voz suave com violão) Se tá ruim pra você… Imagina pra mim… Mas eu sobrevivi… E hoje eu tô aqui…

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