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Aiac Santos

Aiac Santos

Cidade/EstadoIpiaú / BA
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Momentos Raros

Composição: Aiac Santos.
### [Verso 1] Não tem trono nem caixão lacrado, pois seu único vício é viver viciado. Olha as estrelas, mano, como elas brilham, tá vendo aquela ali? Prometi pra minha mina. Eu fui buscar no temporal onde deixei minha alma, gastei meu tempo inteiro convivendo com esse trauma. Mas lembranças boas virão, é no que eu acredito, bate o martelo, irmão, dane-se o veredito. Já tá escrito, os escritos vão me ajudar, pra eu caminhar, observar, aprender a enxergar. Sei que minha missão é o rap, então pode pá, não vai subir pra cabeça, eu sei onde pisar. Devagar vou caminhando rumo ao bom lugar, também peço pros meus manos a paz nos alcançar. Que venha de bom grado, sem guerra pra carregar, e que a luz dos nossos sonhos nunca deixe de brilhar. --- ### [Refrão] Momentos raros que o tempo não levou, uma brisa no campo, menino de Salvador. (Bolou...) esse som pra aliviar a dor, fugindo da realidade, mas sem perder o valor. É mó viagem, eu sei, tanto chão eu caminhei, caí, levantei, chorei, mas nunca abandonei. Se eu estender minha mão, cê vai segurar também? Ou vai deixar o medo falar mais alto outra vez? Ôh, ôh, não, não... Vamos dividir o pão, irmão. Ôh, ôh, não, não... Ninguém vence sozinho, não. --- ### [Verso 2] Às vezes o maior inimigo é nós mesmos, preso nos pensamentos, revivendo os erros. Criando labirintos onde não existe prisão, alimentando a dor dentro do próprio coração. Quantas vezes eu corri sem saber pra onde ir, procurando respostas que só Deus podia ouvir. Vi parceiros se perderem na fumaça da ilusão, e outros renascerem quando ouviram a razão. Hoje eu sigo firme, mesmo quando o mundo grita, cada cicatriz carrega uma conquista. Transformei minhas feridas em linhas no caderno, e fiz do sofrimento combustível pro meu verso. Se a vida é uma escola, eu sigo aprendendo, entre tropeços e vitórias vou sobrevivendo. E quando o beat bater, pode aumentar o tom... **Porque a verdade da rua vira hino no boom bap, irmão...** --- ### [Refrão] Momentos raros que o tempo não levou, uma brisa no campo, menino de Salvador. (Bolou...) esse som pra aliviar a dor, fugindo da realidade, mas sem perder o valor. É mó viagem, eu sei, tanto chão eu caminhei, caí, levantei, chorei, mas nunca abandonei. Se eu estender minha mão, cê vai segurar também? Ou vai deixar o medo falar mais alto outra vez? Ôh, ôh, não, não... Vamos dividir o pão, irmão. Ôh, ôh, não, não... Ninguém vence sozinho, não.

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