Solitário
Composição: Aiac Santos.[INTRODUÇÃO]
(Violão dedicado, voz baixa e emocional)
Sim...
Mais uma noite sem dormir...
Pensamentos gritando mais alto que o silêncio...
Só eu, o violão...
[VERSO 1]
Solitário, sozinho, sem ninguém por mim
Mas sei que essa história não termina assim
Vivi e revive no silêncio do quarto
Meia-noite no escuro, minha mente fala alto
Alto... bem alto
Não, não é
É a consciência escondida entre o mal ou o bem
Mas eu acredito em você, juntos vamos além
Além da dor, além do medo
Além desse sistema sujo e sem respeito
Eles querem nos calar, nos deixar sem voz
Mas quanto mais tentar, mais forte fica nós
Construíram notas pra nos aprisionar
Mentiras na TV tentando manipular
E eu ainda não entendo essa contradição
Tem dinheiro pra guerra, mas falta profissão
[REFRÃO]
(Violão mais forte, voz melódica)
E eu sigo tentando sobreviver
Mesmo quando o mundo quer me ver perder
No escuro eu canto pra não enlouquecer
Minha voz e o violão ainda vão vencer
Enquanto houver sonho eu não vou parar
Mesmo machucado eu continuo a lutar
Se a vida cair, eu volto a levantar
Porque quem nasceu da dor aprendeu a amar
[VERSO 2]
Por onde andei, acreditei nos sonhos reais
Que ainda existia amor, paz e ideais
Sem tanta ambição, sem tantos bens materiais
Mas hoje vejo almas vazias seres iguais
Caralho...
Como eu fui acreditar?
Talvez amanhã eu tente tudo recomeçar
Mas esse ciclo vicioso quer me afogar
E a falta de grana nunca deixa respirar
Ratos e baratos dividindo o chão
O rio virou esgoto, morreu a esperança então
Falta saneamento, sobra corrupção
E o pobre continua invisível na nação
Coração pesado, alma cansada
Mais um jovem perdido sem enxergar saída
Mas enquanto eu escrevo ainda existe vida
Porque minha caneta sangra a verdade sofrida
[PONTE]
(Violão suave, quase falado)
Se o mundo mesquite...
Eu transformo dor em melodia
Cada lágrima caída
Vira letra nessa poesia...
[REFRÃO FINAL]
(Mais intenso e emocional)
E eu sigo tentando sobreviver
Mesmo quando o mundo quer me ver perder
No escuro eu canto pra não enlouquecer
Minha voz e o violão ainda vão vencer
Enquanto houver sonho eu não vou parar
Mesmo machucado eu continuo a lutar
Se a vida cair, eu volto a levantar
Porque quem nasceu da dor aprendeu a suportar...

