Velha Borra
Composição: Stevan Ferreira Leite.Velha Borra
No barro eu busquei o caminho das pedras,
E andando perdi o caminho das terras,
Encontrei nessa selva um bunker de palha,
Encobri-me na moita para ver a clareira,
Nesses barcos fugi,
Eu temia o mar
Ali me meti,
Sem querer me salvar
Nesses barcos fugi,
Eu temia o mar
Ali me meti,
Sem querer eu rompi,
AS BARREIRAS!!!
No barro, pedras caminhar,
Da terra, o repente andar,
Como uma agulha na palha,
Clareza perdeu-se na selva,
E os trilhos da composição,
Decompostos formando a canção,
Uma trilha para o desastre,
De Juros composto, o nosso descaso,
Nesses barcos fugi,
Eu temia o mar
Ali me meti,
Sem querer me salvar eu rompi,
AS BARREIRAS!!!
Barragens, barreiros, berreiros e birras,
Borradas de barro, barrigas,
Orelhas num foço, foz de intrigas,
Com pregos estancam a hemorragia,
Sem emprego, eu marreto madeira,
Uma fita amarela gravada com preta,
Eu prefiro morrer do que ser dessa seita,
Que não aceita:
Que o homem não é de ferro,
E pra quem vale mais esse ferro que o homem?
O homem de ferro que ferra com o homem,
Para esse rio em minério,
Transforma a mulher num pote de barro,
E converte esse barro num velho,
Um vale de mata de barro de homem,
Que mata, que vale – que vale, que mata?
O burro que mata,
Que mata-burro?!
E o barro do João,
Que a casa caiu,
Que berra o bicho do mato,
Que berro da morte do bicho,
Barro, berro, birro, borro, burro!
Barra, berra, birra, borra, burra!
