Áurea Martins

EstiloMPB
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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Comunidade

OuvintesMelina Santos e outros 144 ouvintes
Fã-clubeJader Frauches e outros 120 fãs

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Release

Em 1969, Áurea Martins vence a quarta edição do programa anual A Grande Chance, criado e apresentado por Flávio Cavalcanti (1923-1986) para a Rede Tupi de Televisão. O certame, com final realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, teve entre os membros do júri os maestros Erlon Chaves (1933-1974), Guerra Peixe (1914-1993) e Linfolfo Gaia (1021-1987); o pianista Bené Nunes (1920-1997); a cantora e compositora Maysa (1936-1977); a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira; e o jornalista e escritor Austragésilo de Ataíde (1898-1993). Pelo primeiro lugar, conquistado com a nota máxima de todos os jurados, Áurea recebe como prêmio uma viagem a Portugal e um contrato para gravação de discos na RCA Victor.

Na esteira do sucesso pela vitória do concurso, foi contratada para se apresentar na boate Drink, da cantora e empresária Helena de Lima, em Copacabana. Em 1970, faz sua estréia em São Paulo, num show no Teatro Gazeta com o pianista e compositor Ribamar (1919-1987), parceiro de Dolores Duran (1930-1959) na canção Pela Rua, interpretada por ela na final de A Grande Chance. Após registrar dois compactos, produzidos por Rildo Hora e com arranjos de Guerra Peixe, lança em 1972 seu primeiro LP. No disco também produzido por Rildo, com arranjos do pianista Luís Eça (1936-1992) e a participação do poeta Paulo Mendes Campos (1922-1991) , Áurea é acompanhada pelo Tamba Trio mais o violonista Luís Cláudio Ramos.

(Foi num salão de beleza, entretanto, que conheceu Elizeth Cardoso. Áurea e a Enluarada tornaram-se amigas. A partir de então, tornou-se freqüente o fato de a Divina deixar o recesso do Olimpo à noite para, metamorfoseada em simples cliente de boate, ir ouvir Áurea cantar. Conta Hermínio Bello de Carvalho que, certa vez, enquanto Áurea dava seu recado numa festa particular na qual se sucediam diversas canjas, Jamelão confidenciou ao seu ouvido: Essa aí sabe das coisas...)

No Dancing Brasil, na Avenida Rio Branco, Áurea Martins tem a oportunidade de trabalhar em 1972 com o cultuado Fats Elpídio, que ela, já de menina, conhecera através de suas gravações como pianista da legendária boate Vogue. O saxofonista Paulo Moura, que presenciara seu êxito na noite do Municipal, e o pianista Wagner Tiso levam-na dali até Atenas, para com eles se apresentar sob os auspícios embaixada brasileira na Grécia. Ao voltar, é contratada pela boate Number One, em Ipanema. Ali, ao lado de Djavan, faz revezamento com Alcione, tendo no acompanhamento o pianista Édson Frederico. A amizade com Emílio Santiago começa na boate 706, no Leblon, ainda na primeira metade dos anos 70, onde Áurea estréia acompanhada pelo pianista Cristóvão Bastos. No final daquela década, quando a música fina da noite boêmia da Zona Sul começa a migrar para as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, Áurea vai junto: O Teclado, onde atua pela primeira vez ao lado do pianista Zé-Maria Rocha, revezando com Johnny Alf; Chikos Bar, com Luís Carlos Vinhas (1940-2001); Antonino e, já nos anos 90, os shows do Au Bar, divididos com Marisa Gata Mansa (1938-2003) e Zezé Gonzaga. Seu destino seguinte é a nova Lapa, onde inaugura o Carioca da Gema (de cujo elenco participou por sete anos) e faz diversas atuações no Rio Scenarium.

No ano de 2009, Áurea Martins foi consagrada com o Prêmio da Música Brasileira (antigo pêmio TIM), como melhor cantora na categoria MPB.
Este CD é a realização de um antigo sonho acalentado por Hermínio Bello de Carvalho. Desde que num musical de TV comandado por ele, há vários anos ouviu Áurea cantar Embarcação (de Francis Hime e Chico Buarque), Hermínio embarcou na dela e não a perdeu de vista nunca mais.

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