Faraó menino

Chal

A dura palavra no despontar do sol
O sorriso torto por detrás do tremor
O esquecer-se do outro
Anuviar-se de solidão

O sabor o gosto se perdeu na razão
E o chip do louco não tem mais por que ser
Se é senhor ou vassalo
Vai na vala morrer

Passa por passagem
Medo de viagem
De cruzar o rio
Barco de menino

Na toada da boca
O dissabor do vento
Sem o cheiro do sal
Bate tambor por dentro
E a parca manhã já é tarde se foi

Lá se foi a chance de sorrir sincero
Deixa atrás da porta
Guarda chuva singelo
Gesto, cor e curva e o olhar desviou

Passa por passagem
Medo de viagem
De cruzar o rio
Barco de menino

Somos tolos e santos
Nos roubaram o valor

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Release

O menino começou a estudar inglês aos sete anos, doido para entender as letras daquelas músicas que tanto amava. Também aprendeu a tocar piano e, lá pelos dez, onze anos, já estava rabiscando poemas em caderninhos. “Com aquela 'tristezinha' no fundo da alma”, lembra Gustavo, com ternura. Ele teve vários outros apelidos até se decidir, somente aos 28 anos, por Chal, seguindo conselho do professor de meditação de seu pai.

Na adolescência e na pós-adolescência, Chal emprestou o vozeirão e musicalidade para bandas de rock de diferentes estilos (de pop rock a nu metal) e cantou em barzinhos até encontrar sua praia musical. Era uma praia interiorana, mapeada a partir da observação das semelhanças entre aspectos ...

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