Érica Sá

EstiloMPB
Cidade/EstadoAracaju / SE
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Comunidade

OuvintesLúh Oliveira e outros 4 ouvintes
Fã-clubeAlam Fabiano e outros 8 fãs

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Release

De sensibilidade o artista necessita muito, e quem sabe até o termo nem seja ‘necessitar’. É virtuosidade comum aos que nascem para ser.
Da virtude involuntária que movia o corpo para o dom de sozinha aprender a dedilhar as cordas do que futuramente seria seu instrumento de trabalho, e já ensaiando ainda na infância em instrumentos de percussão produzidos por ela mesma, Érica Sá chegou trilhando devagar os espaços poéticos ainda pequenos da nossa Aracaju.
Da simplicidade de onde enquanto criança improvisava sons – latas de óleo, caixas de papelão, pedaços de madeira – passou a verbalizar sua poesia e espalhar sua melodia pelos becos, avenidas, botecos, eventos culturas, saraus, festas e restaurantes da nossa pequena.
Numa relação de amor pelo que descobria em terra até então sendo desbravada, Érica foi montando uma teia firme que lhe renderam participações em Festivais importantes - Sescanção em 2009, II Festival Aperipê de Musica e o Festival de Música da TV Atalaia. Alguns que inclusive consagraram referentes nomes da nossa cadeia farta de músicos.
Muito embora todos esses Festivais tenham sido importantes para que os versos de Érica Sá chegassem aos ouvidos dos finos apreciadores da música brasileira, o verdadeiro palco onde a voz incomum da cantante apreendia adeptos era o da vida. De onde ela abstrai a inspiração necessária para tornar mais melódica uma rotina comum a todos os seres fadados à eterna busca pelo não somente existir.
É desse amor pela música e pela poesia que surgem diariamente seus sonhos. Um deles é o objeto/motivo dessas linhas que tentam a todo custo desenhar o que só o ouvido pode entender, e ao coração resta sentir. ‘Cada Canto Fala Tanto’, cujo nome foi conceituado ,segundo a própria artista, na viagem imagética da “liberdade de um pássaro voando destemido” – e consolidou-se a partir “da vontade e da coragem de expressar o que se sente e fazer desse sentir - canto, poesia e som”. Ele é fruto seguro e suado dessa trajetória de uma baiana de Fatima que chegou a Aracaju de fininho e construiu seu espaço. Tanto que para organizar esse filho ela contou com gente de peso.
Esse primeiro trabalho autoral – gravado no Caranguejo Record – tem a produção musical, arranjos, teclados e sampler de Theo Lins. Nas guitarras, violões de aço e Nylon Saulo Ferreira. O swing da percussão ficou por conta de Bicó. A parceria de anos com Anselmo Pereira (incentivo, amizade e muito trabalho). O apoio de Alex Sant’Anna através do selo Disco de Barro. Da participação especial, o Grupo Samba de Moça Só. Da sintonia poética, minha honra em dividir uma das faixas com muita admiração e prazer. Dos que virão, as parcerias futuras de Lucas Ismerim e Tony Karpa.
Como não poderia deixar de ser, tendo em vista que se fala de alguém gabaritada na escola vital da Música Popular Brasileira, o Ep não se define por um gênero, nem segmentação. Porque a poesia em sua forma distinta, de samba a xaxado – ‘dá pé!’

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