Glaucia Nasser

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Por vezes você constrói estradas para que te conduzam a um destino. Por outras, a própria estrada se constrói para trazer um destino até você. Foi o que aconteceu com Glaucia Nasser neste 2016 em que lança o volume 1 de “Um Lugar”.

Antes de explicar o trajeto que conduziu a este disco, vale dizer que o tal “lugar” é Brasília. E o personagem principal da jornada é o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

O trabalho nasceu no meio da turnê do disco que havia lançado em 2015, “Em Casa”, onde fez homenagem à terra natal, Minas Gerais. Mesmo antes de gravá-lo, ela começou a se envolver com a história de Juscelino ao fazer uma apresentação com o ícone da Bossa Nova, Roberto Menescal, em São Paulo .

O evento era em homenagem aos 110 anos de nascimento de JK, e ali ela percebeu por Menescal a grandeza do ex-presidente que passava de certo modo batida por ela: “Por causa do estímulo das palavras dele nos atrevemos nos primeiros acordes da Bossa Nova”, definiu resumidamente Menescal para ela.

Enquanto seguia carreira, lançava “Em Casa”, ela se aprofundava cada vez mais nos estudos de Juscelino. Até que ao comentar com a sobrinha a apresentação que pretendia fazer em nova homenagem a ele na sua terra natal , esta obrigou-a a sentar e bolarem juntas um roteiro de show que contasse a história de JK por meio das músicas de Glaucia e de projeções da sobrinha. Ele evoluiu, o roteiro contou com a contribuição de pesquisadores, as projeções mudaram e hoje é o “Uma Noite com Juscelino” : Um Reencontro com o Brasil, que tem rodado o país.

Assim chegamos a este primeiro volume de “Um Lugar”, que abre com a música de mesmo nome, dona de violão e percussão dramáticos e que tem texto fundamentado em Dom Bosco, que previu com precisão de latitude e longitude onde nasceria uma nova civilização, exatamente onde fica Brasília, construída por JK.

Era a época em que eram muito verdadeiras as palavras de JK de que “a gente pode ser aquilo que quiser”, traduzida em mais uma autoral de Glaucia, “Vivalda” em parceria com Tiago Vianna e Alexandre Lemos.

Os arranjos são mais suaves ao contar a história de como pensávamos na integração nacional, em construir uma rodovia como Belém-Brasília pelas mãos de nordestinos, a quem ele se referia como os “grandes integracionistas do país”.

“Vide, Vida Marvada” é de Rolando Boldrim e narra a estruturação do Brasil como país. Como era positivo se esforçar para realizar 5 anos de agricultura para se obter 50 de fartura. Em como o Brasil estava na vanguarda, em seus anos dourados, da música, do cinema novo ao futebol, passando pela arquitetura, engenharia e o desenvolvimento nacional.

“Lamento Sertanejo”, de Dominguinhos e Gilberto Gil, evoca mais uma vez o nordestino e tenta remeter à narrativa de Juscelino quando foi conferir o problema da seca de perto e como sua experiência e comunicação faziam com que nos sentíssemos parte daquilo.

O primeiro volume do trabalho encerra com o clássico “Bola de Meia, Bola de Gude”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, na perfeita tradução para Glaucia dos valores que amparavam JK, caráter, bondade, alegria e amor. Pra ela, JK traduziu em frases e palavras a alma do Brasil.

Essencial para o Brasil se tornar uma Nação. A estrutura de crença de servir ao outro, primeiro como médico e depois como Presidente. E finalmente, de que se não tivéssemos uma ditadura no meio do caminho, mas a prorrogação do que era semeado naquela época, nossos frutos como país, atualmente, seriam bem mais doces.

Ao menos pela música de Glaucia a colheita é dulcíssima.

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