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Haroldo Bontempo

Haroldo Bontempo

Cidade/EstadoBelo Horizonte / MG
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OuvintesMatheus Fernandes e outros 112 ouvintes
Matheus FernandesMatheus FernandesMatheus FernandesMatheus FernandesMatheus Fernandes
Fã-clubeTaciele Silva e outros 2 fãs
Taciele SilvaTaciele SilvaTaciele Silva

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Release

Música brasileira, latina, choro e bossa servem de ponto de partida para as explorações musicais, estéticas e poéticas de Haroldo Bontempo em seu segundo álbum de estúdio. O trabalho autointitulado é um mergulho pessoal e memorialista que busca as referências do passado para mirar um futuro não muito distante onde amor e protesto, esperança e família se fundem em forma de música. O disco, homônimo, esta disponível nas plataformas de streaming pelo selo YB music.

O novo disco de Haroldo Bontempo é o primeiro passo em sua carreira solo após a bem recebida estreia “Músicas Para Travessia”. O trabalho teve dois single revelados - “Lamento de Solidão”, com Mariana Cavanellas e Lucca Noacco; e “Brasil, 17h”, também com Cavanellas - e segue o amadurecimento estético e lírico do artista para além dos gêneros que sempre guiaram suas experimentações musicais. Além disso, com a banda Mineiros da Lua, Haroldo já lançou também os discos “Queda” (2019) e “Memórias do Mundo Real” (2021), e o EP “Turbulência” (2017), ganhando destaque em nível nacional. Ainda acompanha como guitarrista o cantor e compositor mineiro Arthur Melo. O novo álbum inaugura o próximo capítulo na trajetória artística de um criador inquieto. Compondo desde os 12 anos e atuante na cena alternativa belorizontina, Haroldo agora mostra toda uma coleção de canções próprias e inéditas. Nesse processo, ele recorreu a novos e familiares colaboradores.

O disco conta com participações especiais de nomes como a banda capixaba Chorou Bebel, a rapper Nabru e Vinicius Mendes Rodrigues. Haroldo faz das suas canções solo um reflexo de seu momento, sempre pelo prisma emocional e pessoal. Ao longo de 9 faixas autorais e uma releitura (“Blues Chilango”, de Juan Wauters), o artista canta amores e dissabores, despedidas e reencontros. Os arranjos sofisticados acompanham letras onde Bontempo se reconecta com suas raízes, refletindo sobre seu lugar no mundo, indo sempre do micro para o macro, do indivíduo para o coletivo. Esse forte caráter pessoal e autobiográfico acabou determinando o nome do álbum, homônimo ao seu criador.

Isso fica claro em faixas como “Esperança”, que fala abertamente da rejeição de um amor, enquanto “Pirraça” e “Lamento de Solidão” abordam a superação - esta última é uma composição de Lucca Noacco que tem letra de Haroldo. “Menino Espuleta” e “Victor, Miguel e Marina” são sobre família: “o ‘menino espuleta’ é o meu irmão mais novo, Gabriel, e Victor, Miguel e Marina são meus sobrinhos”, entrega Haroldo. “Brasil, 17h” narra o desgaste diante dos lutos e lutas do dia-a-dia. “Ensaio sobre a Culpa” é uma composição de Bontempo que ganhou letra de Gabriel Elias. “Viação Sertaneja” é uma experimentação dedicada ao ônibus que o músico usa para ir de Belo Horizonte para Pompéu e vice-versa. Até mesmo o cover de Juan Wauters traz essa forte conexão com o cotidiano.

“Nesse disco eu quis ir na linha contrária do meu primeiro, ‘Músicas para Travessia’, que é bem minimalista e íntimo. Nesse novo álbum, quis explorar bem os arranjos e fazer músicas bem robustas! Para isso contei com ajuda de amigos e fiz amigos novos. Também é um aprofundamento nos meus estudos em música brasileira! Tem bastante de chorinho, samba, além da bossa nova que tenho mais intimidade. Cheguei até explorar uns ritmos nordestinos e sertanejos”, avalia Haroldo.

Embora profundamente pessoal, “Haroldo Bontempo” é também um disco de encontros - do músico com parceiros e colaboradores, e do artista com suas principais inspirações. Cartola é referenciado em “Esperança”, música que tem sua progressão inteira com um sopro, seguida de uma progressão vocal e, por fim, a mesma progressão com vocal e mais instrumentos (tal qual a clássica “Preciso Me Encontrar”). “Menino Espuleta” segue a mesma dinâmica de “Ai seu pinguça”, de Pixinguinha, um chamado e um tema instrumental. Entre influências de Chico Buarque e Cícero, Nara Leão e Ana Frango Elétrico, Haroldo Bontempo construiu um trabalho que remixa as referências para criar algo novo.

Servindo como uma reapresentação de um artista em constante transformação, “Haroldo Bontempo” é um registro de sua época e um retrato de um compositor ávido, um instrumentista versátil e um cantor em franca expansão criativa.

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