Ministério John Doe

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EstiloGospel
Cidade/EstadoGama / DF
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OuvintesFrancisco Danilo e outros 8 ouvintes
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Fã-clubeRoselves Alves e outros 3 fãs
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Imagem de Carlos OliveiraCarlos OliveiraVoz, Baixo, Backing Vocal
Imagem de Jonas MirandaJonas MirandaVoz, Violão
Imagem de Thiago HenriqueThiago HenriqueBateria
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ANÔNIMOS PARA O PECADO. CONHECIDOS POR DEUS.
ANONIMATO RELATIVO (DOWNLOAD)

Um dos predicativos mais marcantes da música, enquanto arte inerente à existência do ser humano, é a capacidade de permitir ao cérebro que saia do plano da realidade e encontre asas para voar e aterrissar em outros mundos. Tudo isso sem tirar o fone de ouvido.



Personificar personagens, desenhar tardes tranqüilas, redigir mensagens de protesto, provocar choros vigorosos ou sorrisos incontroláveis. A música, sem dúvida, é o canal mais transparente e direto do homem consigo mesmo e, sobretudo, com seus redutos pessoais íntimos conhecidos e desconhecidos.



Para quem conhece e serve a Deus, a música é um dos caminhos mais diretos com o Trono da Graça. E mais: é uma via de mão dupla. Isso porque, sem sombra de dúvidas, tanto é possível acessar o coração de Deus, como é possível emocionar pessoas e imprimir nelas a mensagem de salvação.



É tudo isso que pode ser percebido no EP Anonimato Relativo, dos caras da John Doe, que chega ao mercado com ares de promessa. Trata-se de um passeio, ou uma carona, num universo que oscila entre os combos “guitarras distorcidas + baixos poderosos + baterias frenéticas” e “violões bem executados + cajons suaves + letras que te fazem viajar”. É um roteiro completo, com começo, meio e fim. Mas não um fim em si mesmo: uma mensagem que continuará ecoando nos corações de quem os ouvir.



O trabalho de Jonas Miranda (vocais, guitarra base e violão), Carlos Oliveira (baixo e vocais), Anderson Rodrigues (guitarra solo) e Thiago Henrique (bateria) rende aplausos sinceros e o reconhecimento ao esforço de uma banda totalmente independente, que, com certeza, tocará incessantemente nos players de todo o Brasil.



Logo na introdução de Vou Crer, a alternância de compassos quebrados e recheados de guitarras cristalizadas dá lugar a um rock sólido e que progride sem agredir os ouvidos. A letra revela-se graciosa e dá voz a uma mensagem de esperança, como já era de se esperar com o sugestivo título. Detalhe para os pianos detalhistas, que dialogam muito bem com as guitarras pesadas.



Milagre, segunda faixa do EP, é daquelas canções que marcam qualquer pessoa. Um punk rock rápido e agitado, que flerta com o dance e que, com certeza, fará muita gente pular e declarar a quem quiser ouvir “eis-me aqui, cumpre em mim Tua vontade, só pra Ti quero viver e não mais olhar pra trás”. O solo de guitarra de Anderson Rodrigues revela um grande guitarrista e a música como um todo funciona como uma vitrine sobre uma banda que constrói muito bem os seus arranjos, sem perder em qualidade de timbre e letra.



Voar, que mantém a dinâmica do EP lá em cima, coloca as duas guitarras num duelo digno de arena, ressaltando as distorções muito bem equalizadas, além de um pequeno insight de sintetizadores eletrônicos. Uma ótima música, que convida o interlocutor a voar pra perto do Pai. Os vocais de Jonas Miranda e Carlos Oliveira entrelaçam-se no refrão, empurrando para cima os ânimos de quem estiver na escuta. E também fazendo pular, com certeza.



Em Tua Voz, quarta faixa do trabalho, começa a viagem que, conforme já dito, só a música proporciona. As guitarras já acalmadas encontram pilar em um também tranqüilo synth ao fundo. É daquelas canções pra ouvir no som de um carro, quando se está diante de um por-do-sol, com a mente diretamente conectada com Deus. Os arranjos vocais, entremeados a uma guitarra muito bem executada e timbrada, mais uma vez são dignos de destaque. Tocam. Acalmam. Emocionam. Adoram e abrem alas para adorar.



A atmosférica Crer em Ti continua no caminho da adoração. Violões, delays, guitarras suaves e vocais aplainados criam todo um ambiente e conferem ao EP um toque de muito bom gosto. É uma música completa, que vem, lava a alma, e se vai. Assim como o EP: ele termina de um modo tão terno que o repeat é inevitável. E outros tantos também.



Anonimato Relativo é a realização e consolidação da John Doe como um excelente ministério e, sem dúvidas, um cartão de visitas construído com muito trabalho e excelência. Trata-se de um exclamativo convite à adoração e à plenitude musical de quatro jovens extremamente talentosos. É também um brinde à música cristã, que há tanto sofre com clones e mensagens tortuosas e egocêntricas.

Vida longa à John Doe!



Daniel Fernandes

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