Elvira do ipiranga

Carlos Kbelo

Eu vira no Ipiranga Elvira
Elvira do Ipiranga eu vira lá
Elvira mora lá no centro e o mundo está tão perto
Mas tudo está deserto pois ninguém a vê
Eu vira a mulher na rua e sua vida é um papelão
Separa cata e vende o que vê no chão
Elvira ninguém canta ninguém olha ninguém quer
Eu vi lá no Ipiranga margens flácidas de mulher
Em brincos e miçangas vestidão até o pé
Elvira hippie ranga o que Deus lhe der

Elvira puxa um carro e anda a pé
Que sangra em calo e nunca perde a fé
E junto ao coração carrega a sua cruz de malta
Elvira do Ipiranga dorme ao léu
Se vira não se zanga e pede ao céu
Que o papelão de cada dia
Nunca esteja em falta
Menina foi na escola um tempo e viu o be-a-bá
De coisas que mais tarde não iria usar
Elvira teve casa e lembra que não nasceu assim
E teme ver seus pais vivendo um mesmo fim
Elvira bem podia tomar uma pra esquecer
Mas junta o que ganha prum futuro qu?inda crê
E sonha reciclar a vida e um dia poder ter
Chuveiro mesa cama um barraco uma TV

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CARLOS KBELO

De São José dos Campos, radicado em Campinas, Carlos Kbelo já pisava em palcos em 1983, quando compôs sua primeira canção. Desde então estudou música, sobretudo contrabaixo, violão, viola e bateria, passando por muitas bandas e formações, e se apresentando em várias cidades do Brasil e da Europa, sempre com um trabalho paralelo de compositor.
Em 2000 gravou o CD autoral “Percuteria e Sete Cordas” em parceria com o percussionista Jimmy, com quem já trabalha desde 1997. Suas canções foram premiadas em vários festivais pelo país.
No show “UMA VIAGEM PELO BRASIL” mostra ritmos do país inteiro numa apresentação muito elucidativa quanto às tendências rítmicas brasileiras. Em 2002 levou esse show para a Europa, se apresentando em Munich, Berlin, Lisboa, além de um cruzeiro de Barcelona à Ilha ...

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