Lidiane Madureira

EstiloPop
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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OuvintesBrenda Elisa e outros 20 ouvintes
Fã-clubeCASA LOCA 13 e outros 19 fãs

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A MÚSICA EM MIM!

Meu ingresso musical começou em casa ainda criança. Aos 8 anos de idade já acompanhava meu pai Elton Madureira, produtor de eventos, nos shows trabalhando como assistente, auxiliando nos camarins e nas bilheterias. Aos 10 anos, depois de começar um curso de datilografia, confeccionava os contratos dos shows que meu pai fechava, os levava aos correios e fazia os pagamentos das contas do escritório no banco. Naquela época computadores, internet e e-mails não eram assim tão populares e os faxes eram considerados artigos de luxo para alguns profissionais. Desde muito novinha aprendi a lidar com a responsabilidade e multiplicar funções.

Até meus 15 anos eu achava que seria jornalista. Sempre muito crítica e antenada, meus textos eram sempre muito elogiados pelas minhas professoras. Eu tentei! Estudei pra isso! Quanto mais eu fugia da música mais ela me perseguia. Aprendi muito trabalhando com artistas como Biafra, Nico Resende, Dalto, Marcelo, Patrícia Marx, Maurício Mattar, Cláudio Heinrich, Leonardo Vieira, Fat Family e Gabriel o Pensador.

Prossegui minha aventura de fugir da economia inconstante da música… Trabalhei em cia de viagens, venda de livros com abordagem nas ruas, postos de gasolina e no Projeto Jovem Social do governo no Estado do Rio de Janeiro, conscientizando as pessoas sobre o uso do petróleo, já prevendo a faca de dois gumes que ele é hoje. Nessa mesma época participei de manifestações e tentei (sem sucesso) abrir uma ONG para auxiliar moradores de rua, dando a eles um pouco de dignidade com estudo, higiene, lazer e trabalho. Ao mesmo tempo passei a escrever poesias musicadas. Elas eram sempre perfeitas para o encaixe de uma melodia, mas isso ainda não tinha sido despertado em mim.

Aos 22 anos compus minha primeira canção. Meio sem pé nem cabeça, mas até que interessante! Foi um rap em crítica ao nosso país. Logo depois, inspirada por Ana Carolina e Maria Bethânia, passei a compôr MPB com letras e melodias mais rebuscadas. E daí por diante, vieram o Reggae, o Rock, As baladinhas românticas e o Funk.

Em 2004 continuei a fugir da música e ingressei para a Universidade de Letras. Como amo ler e escrever, achei que seria um bom caminho, mas não era bem assim. Nada feliz com a profissão que aquele curso me levaria e antipática ao inglês obrigatório, fiz o primeiro período arrastada. Já no início do segundo período, me rendi. Tranquei a matrícula na Faculdade. Ser professora não estava nos meus planos. De qualquer maneira, a passagem pela Faculdade de Letras foi boa pelas maravilhosas novas amizades e pela genial descoberta de fazer poesias e músicas por encomenda. Tudo graças às aulas de literatura, quando pesquisamos a fundo a vida de alguns autores e meu grupo escolheu apresentar a vida de Franz Kafka.

Meio cansada de fugir do que estava traçado para o meu caminho, segui a recomendação de um grande amigo e ingressei no curso de Técnica de Gravação e Produção Fonográfica na Faculdade Estácio de Sá. Tive a honra e o privilégio de estudar com mestres como Newton, Ricardo Rente e Mayrton Bahia. Este último produtor da banda Legião Urbana e da Cássia Eller, dois artistas que sou fã e cresci ouvindo.

Em 2006 idealizei um projeto muito importante para o Funk, que se desencadeou para as atuais bandas que acompanham os MC´s hoje. Era o ‘Elite do Funk Acústico’, que reuniu artistas como MC Marcinho, Lulu Santos, Chico Donghia, Lan Lan, Chicas, Dado Dolabella e Sandra de Sá. A ideia central era lutar contra a discriminação do Funk e também forma de mostrar o estilo mais ousado, com banda, harmonias trabalhadas, todo redesenhado. Infelizmente foi um projeto sem apoio que apenas os que participaram e eu acreditamos. Como uma andorinha só não faz verão, não pude ir muito longe. Mas ele está disponível para audição no site e à venda no iTunes. Nesse projeto inseri 3 composições minhas: “Tem que acreditar” parceria com Sandra de Sá e Shayder, “Hino Funkeiro” parceria com Shayder e “Sem Vergonha” parceria com Shayder e Nane.

Ainda buscando trabalhar com meus textos, em 2007 assumi a administração do Jornal on-line Informe Musical. Eis aí a união da música com o jornalismo! Foi uma época incrível que me deu a oportunidade de entrevistar artistas como Daniela Mercury, Pedro Camargo Mariano, Mart’nália, Ana Carolina, Isabella Taviani, Maria Bethânia, Zélia Duncan, Ed Motta, Jay Vaquer, dentre tantas outras celebridades importantes pro nosso cenário musical. Uma fase da minha vida que me orgulho muito e que serviu como ‘escada’ para o meu progresso.

A partir daí passei a me dedicar inteiramente a música. Dirigi o selo Elite Record’s, trabalhando ainda mais seriamente com MC Marcinho. Produzimos um álbum para Portugal, participamos de eventos importantes com empresas de grande porte e representamos o Funk pelo Brasil e na Europa, em uma época em que o estilo ainda não era assim tão valorizado. Podemos dizer que Marcinho é o carro chefe dos cachês valorizados e dos espetáculos a altura do público. Mas infelizmente nem tudo são flores e enfrentamos nessa mesma época um acidente que deixou duras marcas em todos nós. Perdemos 2 grandes amigos e por muito pouco Marcinho não teve sua perna amputada. Foi uma fase difícil, que parecia não ter fim… Recebemos muitos e-mails e ligações com mensagens de amor, cura, fé e paz. Graças a Deus e a essa corrente positiva gigantesca, o infortúnio faz parte do passado.

Enquanto Marcinho estava internado, fazendo cirurgias e se recuperando, eu elaborava o primeiro DVD de Funk com produção e banda para que ele voltasse aos palcos em grande estilo. Lembro de uma ligação importante que nos fez sorrir de novo… Era Marcinho me dizendo: “Li, tirei os pinos!” Parece que foi ontem porque sua voz ainda ecoa no meu coração com sua recuperação.

Reunimos nossa equipe e começamos os ensaios e preparativos para o DVD “Tudo é Festa”. Não foi fácil para eu implantar o formato ‘banda’ porque Marcinho tinha medo de não agradar o público dele, mas nada que um jeitinho feminino não resolvesse! Marcinho pode se orgulhar! É o primeiro MC a ter um DVD bem produzido e acompanhado por uma banda no palco. Desde então os MC´s de Funk Melody vêm modificando seus shows e melhorando o Funk. Cuidando mais das letras, das melodias e dos arranjos. Este DVD também está disponível no site e pode ser comprado no formato digital através do iTunes e das telefonias celulares Tim, Vivo, Oi e Claro.

Montei também o curso de orientação burocrática a música, que deu origem ao livro “Tudo (ou quase tudo) que você precisa saber antes de produzir seu álbum musical”.

Hoje me dedico a minha produtora, a “LM” e penso que minha contribuição para o Funk foi dada de forma significativamente importante! E claro, sinto-me orgulhosa de cada feito!

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