Paola Matos

EstiloMPB
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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OuvintesAlexandre Garcia da Silva e outros 341 ouvintes
Fã-clubeRods In The Zky e outros 10 fãs

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Release

Paola Matos não é guria nova na música. Tem o cantar forjado logo na infância, quando costumava cantar em festivais nativistas no Rio Grande do Sul. O apreço pela MPB a transformou em uma artista versátil que balança hora no Jazz, hora no samba em um passeio pelos ritmos do universo cultural brasileiro. Seu novo trabalho de estúdio, o álbum COR, lançado em agosto de 2018, estampa mais um passo rumo à maturidade artística de uma cantora inquieta com a estética e com o mundo a sua volta.

Para Paola importa que a poesia, em um caso sério com a melodia, traga o máximo de sentido possível. “Quem ouve qualquer música busca e espera que o artista passe uma mensagem, por isso escolhi tão cuidadosamente cada canção que gravei no COR. Todas elas dizem algo, contam uma história, provocam uma reflexão ou até mesmo alguma espécie de desconforto no ouvinte, porque a arte também serve para movimentar”, explica Paola.

Ser artista é sempre circular por diversos mundos sensoriais. E mesmo em sua rotina cotidiana, Paola preenche seu tempo produzindo arte. Daí veio a sacada das cores para o disco: “Tudo isso influencia na minha vivência musical, faz com que todas essas minhas formas de expressão conversem entre si. Por isso eu decidi juntar a música e a cor, duas formas de expressão fortes em mim. Para comunicar isso, ouvi cada música do álbum e tentei sentir que cor essa música tinha para mim”, acrescenta a cantora que se aventurou pintando gravuras abstratas, misturando as cores que escolheu para cada música que compõe o disco.

COR nasce com a responsabilidade de dar continuidade ao premiado Brasileirice, que lançou em 2013 e que, no ano seguinte, foi vencedor de duas categorias do Prêmio Açorianos de Música de Porto Alegre, incluindo a de Artista Revelação para Paola. O disco ainda recebeu ótimas críticas nas principais mídias do Rio Grande do Sul.“Eu tinha 19 anos. Estava bem no início da carreira, que é sempre uma fase de muita experimentação e autoconhecimento (ainda que eu ache que isso nunca vai sumir da minha vida, pois pretendo sempre continuar experimentando). Mas agora, por exemplo, já sei do que quero e do que não quero falar”, diz a cantora.


E como a ideia é evoluir, a artista gravou três composições suas em COR: Moldura de Infinito, Pra Curar e Donas do nariz. “Escrevo músicas desde criança, mas só há algum tempo comecei a entender mais profundamente que quando se canta aquilo que se escreve, a música tem ainda mais verdade; ela é o que há de mais cru e sincero que um artista pode mostrar para o seu público”, afirma.

Além de crescer em meio a festivais de música, Paola foi criada num dos polos efervescentes da cultura no Brasil, a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Inevitavelmente acabou se envolvendo com artistas diversos e talentosos, que trouxe para dentro deste novo trabalho. Além de seu irmão, que a acompanha na direção musical dos shows, as parcerias com compositores do coletivo EntreAutores (que ajudou a fundar na cidade), trazem o refresco da nova geração da MPB brasileira.

Por pura coincidência muitas das músicas falam em cores, como a faixa que abre o disco, por exemplo. “A Cor do Universo” lida com os sentidos e com o amor de uma forma quase plástica. Acentuando a diversidade sonora, Paola apostou no Pop de “Quase” e também no grito político de “Se Movimente”, que traz uma pegada rock, com bateria e contrabaixo muito fortes. Sem esquecer do romantismo, canta “Aires de Amor” - em espanhol - , canta “Seiva” e também “No Pé da Serra”, que são respiros – e suspiros – no meio do disco. “Yemanjá Subiu o Morro”, “Sapato Furado” e “Donas do Nariz” trazem a veia política que Paola sempre ressalta por onde passa. O disco encerra o ciclo com o baião “Fim de Linha”, uma música doce, que nos deixa aquele fôlego para seguir em frente, porém nunca esquecendo quem somos e de onde viemos.

COR é um passo, um caminho de sentimentos e sentidos que faz do trabalho de Paola Matos um baú de descobertas a cada audição. Se a música se propõe a tocar, COR entrega com competência a receita.

Rodrigo Ricordi
Jornalista, fotógrafo e produtor executivo

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