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Paulo Fernandez (PFZ)

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EstiloMPB
Cidade/EstadoSão Paulo / SP
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Release

Além Trópico
Aos 60 anos Paulo Fernandez (PFZ) prepara seu primeiro álbum e coloca nas plataformas digitais o EP “Além Trópico”, um aperitivo para o repertório vigoroso, que foge de rótulos e que apresenta um artista sofisticado, de timbre marcante e pronto para mostrar uma obra engajada, contemporânea e pessoal.
Geólogo de formação, o cantor, compositor e violonista carioca está em cena desde meados dos anos 1980, década em que apresentou a composição “Sertão Só”, em parceria com Marcus Rocha e Carlos Alberto (Pollaco) Oliva, no I Festival Paranaense de MPB - Todos os Cantos. Num júri que tinha o ator e compositor Mário Lago entre os jurados e presidido por Cesar Camargo Mariano, a canção foi classificada em terceiro lugar, e ainda levou o prêmio de melhor intérprete, sendo gravada no LP (vinil) do evento.Ex-aluno e discípulo de Almir Chediak, PFZ nunca parou de compor e produzir canções de forma espontânea e com um quê autobiográfico. Em 2013 o reencontro com Igor Araújo, neto do maestro Severino Araújo (Orquestra Tabajara), e músico de artistas como Tim Maia, Geraldo Azevedo e Eduardo Dusek, proporcionou o seu retorno ao mercado com a produção e direção do seu primeiro EP, Urbana Idade.

“Além Trópico” apresenta quatro faixas autorais e tem produção e direção musical de Augusto Passos. O título do EP é uma alusão a Cidade de São Paulo, que está localizada geograficamente logo abaixo do Trópico de Capricórnio – Conta PFZ – É também um contraponto (ou referência) ao EP anterior (Urbana Idade), que foi produzido e gravado no Rio de Janeiro, supostamente no "país tropical". Nesse sentido, a sonoridade do trabalho anterior é um pouco mais "aclimatada" ao ambiente tropical. Já “Além Trópico” tem uma sonoridade que vai além dos trópicos, e revela bastante as minhas influências musicais como o jazz, pop, o indie, e em especial, o rock progressivo.

As canções seguem um roteiro com sonoridade e poesia que passam por cenas e vivências cotidianas, ora românticas, ora reflexivas, por vezes ambientadas em tom pessoal e intimista, por vezes imersas na diversidade e efervescência do coletivo.

O EP abre com a música “Ginástica”, estabelecendo um clima de Jazz com MPB e ainda com sotaque de World Music. É a canção que anuncia a voz bonita e bem colocada de PFZ, e que também ganhou um delicado videoclipe que explora o tema da paixão, que segundo o artista, é uma verdadeira e subjetiva "ginástica". A belíssima coreografia, que permeia toda a produção, expressa com maestria o diálogo entre opostos. A paixão, seus contrastes e expectativas.

“Perigo”, a segunda faixa, nasceu no início dos anos 1990 e recebeu uma nova roupagem entre 2016 e 2018.É uma canção que valoriza o Pop Rock e tem uma pegada Indie que dá o tom exato e confortável para a voz bem particular de Paulo Fernandez. Segundo o artista, Perigo é uma questão de perspectiva. A canção aborda uma dessas perspectivas em especial: para alguns, a simples possibilidade de uma paixão iminente representa um enorme perigo.
“Cheiros e Temperos” é outra deliciosa surpresa do EP e tece elogios à Bahia, suas belezas e delicadezas. A composição teve início em 1982 (após uma primeira e encantada visita à Salvador). Mas foi somente entre 2017 e 2018 que PFZ finalizou a costura entre forma, ritmo e melodia para uma letra que dispensa verbos e utiliza apenas "substantivos baianos". A música mescla elementos do Afrobeat e do Rock com um nítido sotaque progressivo.
Para finalizar a viagem, “Foi o Saci ou Fui Eu” mostra como Paulo FernandeZ valoriza os ritmos. Com sonoridade mais regional a canção foi composta entre 2014 e 2016, a partir de uma conversa com uma colega de trabalho e suas filhas pequenas. O enredo é sobre o inexplicável sumiço das coisas, dentro de casa ou em qualquer lugar. Lúdica, a música soa como uma conversa de criança que se mescla com assuntos bem sérios e sisudos, como as perdas ao longo do dia e da vida, e leva à autoreflexão acerca da responsabilidade sobre escolhas e atos.

“Além trópico” conquista desde a primeira faixa e mostra um artista inquieto e sem limites. Com arranjos bem elaborados e produção caprichada, conta com um time expressivo de músicos que imprime sua assinatura e proporciona à obra um resultado instigante e atemporal. Creio que exista um público ávido para o tipo de música que faço – reflete Paulo FernandeZ - Um público que anda em busca de MPB, de rock progressivo, de uma música com letras mais elaboradas, que contenham uma mensagem, reflexões, provocações, questionamentos. Esse é o viés da minha música e da minha poesia. Espero encontrar esse público e que ele encontre os caminhos e as maneiras de encontrar a minha música – Finaliza o artista.

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