Paulo Zara

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Cidade/EstadoCurrais Novos / RN
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OuvintesPaulo Zara e outros 1 ouvintes
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A paixão pela música é daqueles sentimentos que ninguém explica. Só se sente e pronto.

É assim com o compositor seridoense Paulo Zara. Natural de Currais Novos, Paulo disse que a música começou a fazer parte da sua vida, ainda criança, ouvindo e assistindo aos festivais musicais da então Rádio Brejuí, hoje Rádio Currais Novos. “Quando ouvia Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, me arrepiava, não perdia um programa”, revela.

Mesmo sem nenhum parente envolvido com a vida artística, Paulo sempre teve uma vocação natural pela composição. Na escola vencia com frequência os concursos de poesia. Aos 12 anos, aprendeu a tocar bateria. “Um dia precisou de um baterista para acompanhar um dos calouros do festival, me chamaram e eu fui”, disse.

Depois disso, enveredou pelas cordas do violão. Quando estudava no Instituto Vivaldo Pereira, Paulo teve o privilégio de estudar música, com o conhecido mastro Francisco Caçote, o Chico Caçote: “Foi um curso pago pelo então governador Cortez Pereira”.

Pensando no futuro, o cantor e compositor seguiu para a capital do Estado para estudar. Em 1980, cursou Edificações, na antiga ETFRN, profissão em que escolheu para atuar. Os contatos na escola renderam dois anos depois um convite para se apresentar na TVU, na época para Enoque, no programa “Botequim”. “Ele me disse que eu ia cantar com um artista famoso, nem sabia quem era, quando cheguei lá era Jair Rodrigues”. Mesmo nervoso, Paulo cantou uma música de sua autoria “Nos Alvoredos”. “Depois do show, Jair Rodrigues me mandou procurá-lo em São Paulo, mas eu era muito novo. Em 1988 ainda tentei falar com ele, mas não consegui mais”.

Em 1983, Paulo inscreveu uma das suas composições no 1º Festival de Música de Currais Novos, que aconteceu no Palácio dos Esportes, tinha como produtor Almeida, e foi o grande campeão: “Sempre tive facilidade para compor, participei com a música “Desavença”, e ganhei”.

Paralelo aos estudos na ETFERN, ele ainda teve algumas experiências musicais, fez uma participação na banda da Petrobrás em 84/85, e uma das apresentações, o empresário da banda Impacto5, na época a maior do Estado, teve um problema com o baterista e Paulo foi convidado para tocar: “Recebi o convite do proprietário Etelvino, ainda fiz um teste, estava nervosíssimo, mas acabou não rolando, era demais pra mim, tinha pouca experiência”.

Em 1988, Paulo ainda gravou uma fita demo, mas a carreira profissional como projetista, acabou se tornando prioridade, deixando a música um pouco adormecida. Em 1993, em São Paulo, ele se converteu a religião evangélica, e se integrou a orquestra da igreja, virando instrutor de música, nessa época também já tocava instrumento de palhetas.

Cansado de tanto ouvir música ruim, Paulo começou a compor novamente: “Eu escuto muita música de péssima qualidade, sem letra e sem arranjo, e isso me induziu a voltar a compor”. Em 2013, a inspiração de Zara voltou com força total: “Tenho uma inspiração grandiosa para a música”. Com um estilo próprio e compondo em vários ritmos, que vai do romântico, ao forró e ao pop rock, e com 20 composições prontas na gaveta, ele conseguiu em um curto espaço de tempo compor mais seis canções, e foi daí que surgiu a ideia de gravar um cd. “Eu tenho um sobrinho, o Jailton Carlos, que é proprietário do Digital Studio, escolhi as 11 melhores e gravei, e o resultado, eu sou suspeito em falar, até porque foi a primeira vez que eu gravei em um estúdio, mas ficou bom”, disse.

Com o cd ainda em fase de produção, Paulo entrou em contato com o cineasta Carlindo Gomes, para produzir um clipe de uma das músicas gravadas. A escolhida foi “Raimundo sonhou”. Em poucos dias o clipe já foi visto por centenas de pessoas. “Não achava que dava tanto trabalho, mas o resultado ficou muito bonito”, falou.

Sem muitas pretensões, Paulo alerta para um detalhe que acaba passando despercebido, o de que a mídia nacional vive uma lacuna musical, se resumindo ao funk e ao sertanejo, e espera que o destino faça sua parte: “Estou fazendo a minha, sei que as minhas músicas tem qualidade nas letras e nos arranjos, isso é uma preocupação minha, cansei de ouvir tanta besteira e tudo igual, minhas letras não são convencionais, meu timbre de voz é exótico, se estourar ótimo, mas o que importa que estou fazendo o que amo, mesmo que alguém ache que não tenha valor comercial”, concluiu.

E assim nasce um artista na prática, preocupado com a boa música, tentando agregar algo a mais, indo de encontro a indústria musical de massa, mas apostando na qualidade, ansioso para descobrir que efeito sua música provocará no seu público.

Em março, o cd já deve está circulando nas bancas. Contato para show no (84) 9845-6163.

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