Ciclovias de SP têm mais movimento, disputas por espaço e infrações; especialista aponta soluções

Entrevistas Jornal Eldorado
20 de abril de 2026 15min

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Quem passa por algumas das ciclovias mais movimentadas de São Paulo, como as das avenidas Faria Lima e Paulista, tem notado um aumento no fluxo e nas disputas entre usuários de bicicletas convencionais e elétricas com outras formas de locomoção, como patinetes e monociclos elétricos e skates motorizados, além de pedestres e corredores de rua. Só na Faria Lima, o balanço mais recente da Companha de Engenharia de Tráfego (CET) aponta que o número de bikes cresceu de 2.759 por dia em 2022 para 3.209 em 2024. Um dos conflitos mais comuns é a falta de respeito à área de travessia de pedestres. Também há outras irregularidades e atitudes imprudentes, como motociclistas que cruzam a via e pedestres que usam o local para correr ou caminhar. Outra particularidade de ciclovias com grande movimento é o transporte de cargas, com entregadores pressionados pelo volume de pedidos e pelo cumprimento de prazos de entrega. Em entrevista à Rádio Eldorado, o consultor em políticas de mobilidade urbana Daniel Guth apontou a necessidade de campanhas educacionais e de aumento da fiscalização presencial e eletrônica. Ele considera a ciclovia da Faria Lima como bem feita, mas ressaltou que a região se tornou um eixo importante de oferta de empregos, atraindo muitas pessoas. “Defendo que a ciclovia da Faria Lima seja duplicada”, afirmou.

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