Sapienza

EstiloPop Rock
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
Plays8.113plays
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Comunidade

OuvintesKatia Naldo Fernandes e outros 3 ouvintes
Fã-clubeMANOEL CORDEIRO e outros 12 fãs

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Release

O que é pop romântico? Pergunte aos cantantes, aos nossos e aos de língua estrangeira. Pergunte a Sapienza. Aos 26 anos, o cantor faz uma espécie de testemunhal do tema. Em 11 canções deste disco de estréia que leva seu nome, expõe completamente seus sentimentos para contar histórias de encontros e desencontros que parecem não ter fim. São temas entregues ao mais genuíno pop. E, aqui para nós, alguns não precisam saber: fazer pop, diferentemente do que pensam, não é nada, nada fácil.

Provavelmente a voz de Sapienza passou à minha frente e à de vários outros jornalistas. A convite de um amigo, sentei-me à mesa de um bar-restaurante chamado Rapshody, na Lagoa, Rio de Janeiro, quatro anos atrás. Meu papel - e o de outros cinco ou seis jornalistas e músicos – era avaliar dez, 15 cantores num karaokê de altíssimo nível. Sapienza passou por lá. Eu não me lembro, decerto meus companheiros de peneira também não, dele, porque eram muitos. Mas seria fácil reconhecê-lo, ouvindo num alto falante próximo. Sua voz timbra no meio das mais identificáveis e isso é o ponto de partida para que passeie perene nas ondas do rádio. O ouvinte, o amante de música, pega e guarda de pronto no imaginário. “O lance de cantar e ser aplaudido me deixava muito feliz”, diz Sapienza. “Nesse lugar, conheci um sujeito que cantava em barzinhos na noite carioca. Ele se chama Ronaldo Caudilho, que, além de amigo, virou meu professor na música, já que sempre me convidava para dar "canjas" nas casas noturnas em que tocava e me incentivava bastante.

Essa mistura de baile e intuição empurra Sapienza à frente, que parte de arranjos de formatação acústica e de intenções pop-rock para contar as tais tramas românticas. Combinação esta que pode ser sintetizada por “Você dançou”, guitarra saliente, intervenções de rap, arranjos vocais, solo, assim, um estilo musical que se assemelha a um Roupa Nova dos anos 2000, modernizado, esperto.

Bacharel em direito ( PUC Rj ), o moderno, esperto, foi extraído daqui e de Paris. Anos atrás, Sapienza se largou na Cidade Luz após pegar um canudo de gastronomia. Virou chef de cozinha no renomado hotel Ritz, mas carregava junto com livros de culinária o violão amigo. “Todos os fins de semana eu ficava na praça do Louvre, tocando e cantando para as pessoas que passavam. Nesse período, compus várias canções e, quando retornei ao Brasil, resolvi viver de música”.

Parece simples. Mas obviamente não é. A música de Sapienza está intimamente ligada a uma forma natural de composição. Abre, verso, refrão, volta, verso. Não se pode errar. As palavras têm que soar, têm que se encaixar nas melodias. Ronaldo Bastos, letrista do mundo e parceiro de Milton Nascimento a Beto Guedes, e Nelson Motta, espécie de personagem da literatura musical brasileira, são mestres nisso. Sapienza está começando. E, para um começo, há que se prestar bastante atenção nas baladas arregimentadas por ele. Sua pureza passa especificamente em mensagens como as de “Quero ser seu namorado”: “É com você que eu quero estar/eu quero ser quem está com você no meu lugar/eu vou me declarar/bater na sua porta e te falar/eu quero ser seu namorado”. Parece simples. Mas, definitivamente, não é.

Um cantor que já foi gerente de banco, chef de cozinha e atleta, agora, quer só cantar. Diogo Sapienza, o Sapienza, chutou a porta do mercado fonográfico com muita personalidade. “Hoje, vivo um sonho que se tornou realidade. Cantar e ouvir as pessoas cantando minhas músicas, esse sempre foi meu objetivo”, diz o rapaz, que pode passear com seu disco debaixo do braço e uma nova história a contar.

Mario Marques/janeiro de 2007

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