Sinhô Preto VelhoCiranda d'um erê14.244 plays
Publicidadeiniciando próxima música em Pular anúncio
Publicidade
Publicidade
pular anúncio
Iniciando música ~ em
    1 / 2

    Contrate

    (11) 9199-4109

    Ciranda d'um erê

    Renato Dias

    Até quando vamos ter que suportar
    Crianças carentes perambulando sem nenhum lar
    O caminho da devoção, a sorte de um pivete
    Na mão um crack, na outra um canivete
    A lágrima escorre no rosto, eu já não sei o que fazer
    Batucada de terreiro, agora eu sou um erê
    A luta não me cansa, vou cantar nessa ciranda
    Cantar por esses palcos, pois eu sou um filho de umbanda
    Sagrado para todos, sagrado como nós
    Cair de joelhos diante dos ebós
    Vou correr a gira, vou pedir a proteção
    Olhai essas crianças, meu são cosme e damião
    Pois a bala é de chumbo e toma conta deste mundo
    Mata josé, mata maria, mata raimundo
    Mas não mata a minha vontade de viver
    Pois eu sou do bem e é o que vai prevalecer
    É uma pena que a realidade nem sempre termina assim
    Injetaram mais uma coca no doce de amendoim
    Viciaram mais um moleque e eu não sei o que fazer
    Rangendo os dentes de frio e não tendo o que comer
    Debaixo daquela ponte onde passa o trem
    Em nome do pai, do filho, do espírito santo, amém

    Eu vou na dança, ciranda, no samba, maculelê
    Fazendo meu hip-hop feito um erê
    Eu vou na dança, ciranda, no samba, feito um erê
    Fazendo meu hip-hop, maculelê

    "tem paciência dois-dois, que eu dou camisa azul
    E para o ano que vem, dois-dois comer caruru "(d.p.)

    Músicas mais acessadas

    Fotos (1)

    Release

    Homens sem fé e sem ritmo, tremei. O Sinhô Preto Velho está a caminho, tá ligado? Original da túnica aos pés descalços, o grupo paulista mistura ritmos da cultura afro brasileira com beats de hip hop. Religião com realidade, atabaque com “didgeridoo”. Sem pecado.
    Formado por Renato Dias (voz, percussão e guitarra), Douglas Fávero (voz, guitarra e percussão), Marcos Tocha (percussão), Luis Reis (baixo) e Marco Ogã (voz e atabaque), o Sinhô Preto Velho tem dois discos (independentes) gravados.
    “Backbone de quilombo” e “Kambono” são os frutos de um grupo que nasceu em 1998 e desde então tem marcado presença com um som que seus próprios integrantes gostam de definir como hip hop de terreiro.
    O SPV – cujo nome é uma homenagem ao lendário sambista Sinhô e também uma saudação ...

    Continuar lendo>>