TiaVelha

EstiloRock
Cidade/EstadoAraçatuba / SP
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OuvintesLuiz Fernando Silva da Silva e outros 3 ouvintes
Fã-clubeBonde Sem Freio e outros 17 fãs

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Release

Tanta violência, mas tanta ternura...

Os tempos são outros, as contestações são quase as mesmas. Pegando rabeira na estética musical da contracultura, a banda araçatubense TiaVelha recomeça aquela história de que só o rock sobrevive.
Formado por David Nunes, 24 (vocal), Ricardo Storti, 28 (guitarra), Nelsão Pedon, 28 (baixista) e Marcão Nogaroto, 26 (baterista), o grupo nada contra a maré, põe o dedo na ferida e recorre ao som cru e orgânico para tirar tudo do lugar, sem diluir.
O rock é claro e impulsivo, corta o caminho das apresentações. A banda mergulha no submundo e sai de lá com referências marginais em letras e discursos menos inflamados e mais provocativos.
O início, em 2005, seguiu aquela rota das bandas que tentam carreira partindo da garagem. Depois de um tempo de afinação, as coisas foram surgindo de forma organizada.
Influenciada pelo estilo de Rage Against the Machine, Audioslave e O Rappa, a TiaVelha lançou em setembro último um EP ("extended play", com menos faixas do que um álbum tradicional), com cinco músicas autorais.
Em versos, o cotidiano brasileiro, a luta pela sobrevivência, os descuidos sociais e a má reputação do sistema ganham melodias em conformidade com a idéia exposta.
O tom é encorajador, é uma agulhada no traseiro gordo que está sentado na poltrona, vendo TV de meias, numa tarde de domingo. Ouvidas na seqüência, as letras também parecem seqüenciais e relevam, principalmente, aflições nada passageiras.
A música “Novos Ares” escancara um mundo agonizante, com sintomas contínuos de fragilidade e letargia, enquanto a melodia acompanha a debilidade do sistema cogitado na letra.
O cutucão continua em “A Pressa e a Prece”, que embora sugira no título a necessidade e a súplica, é uma versão desesperançada de diretos básicos como educação, segurança, comida e emprego. Apesar de combustível para uma porrada de composições anteriores, é uma toada insistente e significante, que dá respostas destemidas e descrentes.
Destoando das demais canções, “Três Blocos” enxerga a luz no fim do túnel, incitando a ponta de esperança que surge em corações solidários.
Em “Após a Queda”, a melodia toma o lugar da letra, que apesar de ser uma das mais complexas, reflexivas, comprometidas e poéticas da banda, concorre com um som pungente e que fala por si só.
Por fim, E.S.C é o rito final, a rua sem saída, os joelhos cravados no chão e a derrota.
O EP é distribuído pela internet, no www.myspace.com/tiavelha. Além de ouví-las, os internautas podem fazer download do arquivo, deixar comentários para os integrantes e acompanhar a agenda de shows. As músicas também podem ser baixadas no site oficial da banda (www.tiavelha.com).
Com material próprio, a TiaVelha foi parar no Grito Rock Araraquara 2008, o maior festival integrado de música da América Latina, este ano promovido em 40 cidades brasileiras, além de Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai).
No Estande do Rock, evento promovido pela Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto, o grupo araçatubense foi o único de fora da cidade a se apresentar, recentemente na Virada Cultural Paulista em Araçatuba, junto com Pitty e Viper. Além de participações de festivais menores em São Paulo.
Graziela Nunes.

Informações, entrevistas e contatos para shows, pelo telefone (18) 9744.6953 / 9143.4861 e email: tiavelha@tiavelha.com

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David

(18) 9143 - 4861 | (18) 9744 - 6953http://www.tiavelha.com
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