TONO

EstiloMPB
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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Fã-clubeLafaiete Júnior e outros 93 fãs

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Ana Claudia LomelinoXilofone, Voz
Bem GilVoz, Guitarra
Bruno Di LulloVoz, Baixo
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Release

Um som inconfundível é raro. Um som inconfundível que parece chegar sem esforço, leve e descontraído, é mais raro ainda.
Tono é uma banda com estes raríssimos dons, com este som que passeia distraído entre o leve e o pesado, regido ora pelo acaso ora pelo virtuosismo. Engraçado, sentando para escrever este release só consigo escrever finalizações, frases de efeito para ficarem na mente de quem passa de leitor a ouvinte... Por que será?
Poderia ou talvez deveria começar falando da marca registrada da banda, o vocal a dois da Ana Claudia Lomelino e do Rafael Rocha. As suas vozes são lisas e confiantes, afinadas e cheias de malicia sem maldade. Ou sem muita maldade. A guitarra do Bem Gil é emocionante, tanto quando brejeiro como quando rasga. O groove do Bruno Di Lullo é profundo. Não dá descanso, com flautas e teclados Leandro Floresta expande o som. A bateria do Rafael é expressiva, um outro agente orquestrador.
Tudo tem muito suingue natural, nada soa forçado. É uma espécie de ápice do ser carioca. Pode pensar que isso não é nada, mas é muita coisa, sim senhor. Como se para provar isso o disco acaba com a única canção não original: Nega Música, do paulista Itamar Assumpção...
Produtores e convidados foram convocados para ajudar na música e não para aumentar visibilidade e vendas. Domenico Lancelloti e Alberto Continentino emprestam imprevisibilidade e elegância e um novo grau de exigência musical aos Tonos. Após a gravação a banda, ao vivo, já toca bem diferente. Os produtores Estevão Casé, Eduardo Manso e Alberto Continentino, e os técnicos Fabiano França, Takayoshi Manabe, Roberta Vulkano e Gabriel Muzak conseguiram liberar e afiar a banda.
Este disco é mais distraído e mais acurado, qualidades também bem cariocas. A fofoca no Rio de Janeiro, como todo mundo sabe, apesar de conter emboscadas, vertigens e outros perigos é contagiante e tem sua alegria. Um desapego, uma certa filosofia zumbi é necessária para quem quiser morar e prosperar aqui. Os Tonos são mestres deste charme desarrumado.
O Tono é da nata e ao mesmo tempo é um HD externo deste Rio de Janeiro mundano. Dentro deste público que a banda imita tão bem, público dançante, malemolente e memorável, encontram-se grandes figuras de uma nova noite carioca: zumbichas, despachados, pescadores desavisados, vaidosos de todos os tipos.
O som lembra tônus, uma musculatura sadia mas dentro da medida, nada de exagerado. E lembra um tom musical, uma escolha musical, uma alegre escolha musical.

Arto Lindsay, novembro/2010

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