Trio Nordestino

EstiloForró
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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OuvintesAntönio Ferreira Filho e outros 268 ouvintes
Fã-clubeFabio Carlos e outros 212 fãs

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TRIO NORDESTINO

Criado em 1958 na cidade de Salvador, o Trio Nordestino iniciou a formação clássica do forró pé-de-serra: um sanfoneiro, um zabumbeiro e um triangleiro invocados. Lindú (voz e sanfona), Coroné (zabumba) e Cobrinha (triângulo) apareceram em disco em 1962, apimentando a música brasileira com o suingue, o humor e a sensualidade do sertão. Música de quem entende de sofrimento e de barra pesada, mas faz questão de transpirar uma alegria arretada pelos poros.

Os primeiros discos saíram pela Copacabana e trazia canções de Gordurinha ("Pau-de-arara É A Vovozinha", "Carta 100 Erros", "Carta A Maceió"), Antônio Barros ("Chililique", "Forró Pesado", "Procurando Tu"), a iniciante dupla Dominguinhos-Anastácia ("Conversa De Motorista"), além do próprio Lindú, nome artístico de Lindolfo Barbosa. Logo, o Trio Nordestino alcançava grande popularidade em todo o Brasil.

No concurso promovido pelas lojas "A Impecável" para a escolha do melhor artista da música nordestina, o Trio ficou em primeiro lugar, com direito a voto direto e democrático. No Brasil de então, o povo só votava mesmo era no Trio Nordestino. Não havia toque de recolher que parasse a zabumba de Coroné e sua gente. O prêmio entrou para o repertório: "o troféu é nosso" agradecia com muito balanço o público e os demais artistas do baião.

"Procurando Tu" foi o maior sucesso do Trio Nordestino, no início dos anos 70, fazendo o que as companhias de disco hoje chamam de crossover, ou seja pulou da parada sertaneja para as rádios dos mais diversos segmentos, arrombando a festa. Na TV, tornaram-se freqüentadores assíduos de Chacrinha e Flávio Cavalcanti chegando a vender cerca de um milhão de discos. Infelizmente, os anos 80 levaram Lindú, ainda jovem e em plena forma criativa. Seu substituto, Genaro, não deixou a sanfona cair e o Trio seguiu na estrada. Com a morte de Cobrinha e a saída de Genaro,Coroné segue na luta e chama Luís Mário (filho de Lindú, voz e talento herdados com capricho) e Beto (sanfona e afilhado de Lindú) para renovar e começar a luta de novo.

A partir de dezembro de 98 Rodrigo Guimerá começa a trabalhar com o Trio Nordestino como empresário, trazendo o grupo de volta à mídia e construindo uma agenda com média de 12 shows por mês no circuito de forró pé-de-serra. Em abril de 2005 morre Coroné o último componente da primeira formação,deixando em seu lugar seu neto Carlinhos hoje batizado "Coroneto" em homenagem a seu avô,hoje com 52 anos e mais de quarenta discos depois, o Trio Nordestino continua a fazer as pedras rolarem. Seu público rejuvenesceu e ganhou poder aquisitivo - a garotada de classe média alta do Rio e São Paulo e todo o Nordeste tem deixado de lado a internet para ir bater coxa no salão. Saudado por artistas de diferentes gerações como Zeca Baleiro, Fagner,Alceu Valença,Bezerra da Silva, Elba Ramalho Dominguinhos,Alcione,Flavio José,Santana,Genaro,Silvério Pessoa,Estakazero,Adelmário Coelho entre outros o Trio Nordestino chega aos 52 anos tocando o verdadeiro forró-pesado e com mais um trabalho lançado:" O povo quer forró" é um CD de músicas inéditas gravado no Recife com toda a pegada nordestina dos músicos de lá,e viva nosso forró

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