VANJA ORICO

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Consagrada a "Mulé Rendêra" do cinema nacional e uma das musas de sua geração, a atriz e cantora Vanja Orico, única brasileira a atuar com Fellini, com mais de 15 discos lançados e mais de 20 filmes, lança uma caixa coletânea com os melhores momentos de sua vida e carreira. "Esse CD é uma luz na minha carreira; ilumina o publico que me conhece e o que não me conhece também", diz Vanja.

Quem nunca ouviu a famosa música "Meu Limão, Meu Limoeiro"? As novas gerações podem não saber a origem, mas foi Vanja Orico que a lançou em 1950, com 16 anos, num filme de Fellini e Lattuada. Aliás, Vanja foi a única brasileira a atuar para os célebres cineastas. Essa foi a sua estréia no cinema, interpretando uma ciganinha em "Lucci Del Varietá" (Mulheres e luzes), e transformando a tradicional canção nordestina no seu primeiro sucesso.

Filha do diplomata e escritor, Oswaldo Orico - membro da Academia Brasileira de Letras -, a atriz viveu em diversos países da Europa, por conta da profissão do pai. Fluente em cinco idiomas, foi fácil para ela atuar em produções estrangeiras, como "Conchita, Under Iugenieur", filme alemão que protagonizou com Grande Otelo; "Yalis, a Flor das Selvas", produção italiana com cenas no Brasil, que a consagrou dançarina e cantora; e "Rosa dos Ventos", de Alex Viany, baseado em uma história de Jorge Amado, que foi premiado no festival Tcheco de Karlovivary e re-lançado no evento Cine-Sul do Banco do Brasil.

Mas o filme mais representativo de sua carreira foi o premiado "O Cangaceiro" de Lima Barreto, que ganhou diversos prêmios inclusive em Cannes, interpretando Maria Clódia, onde cantava "Sodade Meu Bem Sodade" e "Mulé Rendêra". Na época, "O Cangaceiro" foi assistido por um quarto da população brasileira e tornou-se sucesso mundial. Através dele, Vanja cantou por toda Europa, África do Norte, Caribe, Ex-URSS, países socialistas e Estados Unidos. Além de "O Cangaceiro", a atriz fez outros trabalhos no gênero como, "Lampião, O Rei do Cangaço", “Cangaceiros de Lampião" e "Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro", esses filmes a consagraram musa e "Mulé Rendêra" do cinema nacional.

Além da carreira artística, Vanja participou intensamente das lutas da juventude na resistência à ditadura militar no Brasil e é lembrada, por muitos, pelo ato de interromper o que poderia acabar em massacre numa manifestação estudantil. Em 7 de novembro de 1968, durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão, interrompeu a ação dos policiais, em uma cena marcante: de joelhos, lenço branco na mão, se pôs em frente dos carros do exército gritando: "Não atirem, somos todos brasileiros". Após isso, foi espancada e presa. Atualmente, continua lutando de outra forma, sempre vai a Belo Horizonte ajudar em um programa de alfabetização e de educação de jovens e adultos, onde canta para os alunos, geralmente trabalhadores da construção civil e da periferia da cidade.

Entre os trabalhos da artista estão: 18 títulos gravados com a Phillips, destacando-se as canções do filme "Orfeu Negro" e "Ave Maria do Morro" e o CD "Samba, Lambada e Bossa Nova", ambos gravados na França em momentos diferentes; Atuou durante meses ao lado de George Ulmer e os Delta Rythm Boys, em uma comédia musical chamada "Sinfonia de Ritmos"; Gravou um CD com o Quinteto Violado, em 1997; Participou dos filmes: "Paris Musical", ao lado de Charles
Aznavour; "SOS Noronha" com o famoso ator Jean Marais; "A Terceira Margem do Rio", de Nelson Pereira dos Santos; e "Os Mendigos", a primeira comédia do cinema novo, ao lado de Rui Guerra, Fábio Sabag e Eduardo Coutinho. Em 1990, em Nova York, no mais famoso festival de aberturas de TV e Cinema, o NEW YORK FESTIVALS - TV AND FILM, junto com Toni Cid Guimarães e Adolfo Rosenthal, Vanja cantou "Ueremen", dos índios da Amazônia, e ganhou o prêmio máximo, a medalha de ouro. Também foi autora do conto "Ele e o Boto", que se tornou um filme de sucesso, dirigido por Walter Lima Jr.

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www.tramavirtual.com.br/vanja_orico
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